POLÊMICA: Loja decide retirar imagem de Lula e Dilma de tiro ao alvo

Estabelecimento dentro de shopping de Pernambuco que usou caricaturas de Lula e DilmaFOLHAPRESS

Caricaturas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram utilizadas como alvos para atiradores em uma loja de airsoft –esporte que estimula situações militares– num shopping e geraram polêmica nos últimos dias no Recife.

Imagens de pessoas disparando contra os desenhos passaram a circular nas redes sociais.

Numa foto publicada numa rede social nesta segunda (11), por exemplo, é possível ver um homem mirando um alvo de papel com o desenho do “Pixuleko”. O boneco é uma caricatura de Lula vestido de presidiário, criado por movimentos a favor do impeachment de Dilma.

Em outra imagem, esta no perfil de uma monitora da loja, uma mulher aponta para um alvo ao lado de outro com um desenho representando a ex-presidente.

De um lado, simpatizantes dos petistas passaram a convocar, pela internet, um ato de repúdio em frente à loja. Já o MBL (Movimento Brasil Livre) Pernambuco classificou a reação como “vandalismo” contra o estabelecimento. Outros internautas sugeriram alvos com caricaturas do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e do presidente Michel Temer.

Com a polêmica, a empresa Sniper Recife decidiu retirar nesta terça (12) à noite as imagens dos ex-presidentes dos alvos, para evitar uma maior repercussão negativa.

“A partir do momento em que se coloca a imagem de uma pessoa, independentemente de quem seja, para ser alvejada na cabeça, há uma incitação ao crime de homicídio”, disse a vereadora do Recife Marília Arraes (PT).

Ela afirmou que vai nesta quarta-feira (13) ao Ministério Público protocolar uma representação contra a empresa.

A rede de franquias Sniper oferece quatro modalidades, incluindo tiro ao alvo, com armas como pistolas e fuzis de 6 mm que disparam esferas plásticas. Está presente em 19 Estados com 37 lojas.

Usuários dos 6 aos 13 anos de idade só podem “brincar” acompanhadas pelo responsável. Por 100 munições, a empresa cobra entre R$ 25 e R$ 35, a depender da modalidade do desafio.

Para o diretor de implantação da rede de franquias Sniper, Vinícius Delatorre, a empresa não estimula violência nem contra eles nem contra nenhum político. “É apenas um personagem como os demais”, afirmou.

De acordo com o executivo, a loja disponibiliza alvos que remetem a silhuetas e personagens como Deadpool, Coringa e Minions. Os alvos são trocados a cada 30 dias por novos personagens. “Qual pessoa está por trás [da imagem] pouco interessa, nós trabalhamos com alvos temáticos sem denegrir ninguém.”

O Shopping Tacaruna informou que “não interfere na gestão das lojas”.

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Comentários:

  1. Netto disse:

    Malhar Judas representando político também é 'incitação ao crime de homicídio'?

  2. Leonardo disse:

    Se não interessa a pessoa que serve como alvo, prq ele não colocou a mãe dele? Fica a dica!

  3. Comedor de Coxinha disse:

    Com certeza são o pessoas de "bom costume", familia acima de tude, CRISTÃOS, contra aborto e hipócritas que usam Dilma e Lula como alvo.
    Essa turma é bem conhecida.

    • Netto disse:

      Ê relativismo picareta.
      Atirar em pedaços de papel e ser contra o aborto são idéias conflitantes, né?

  4. anderson disse:

    o 'complexo de vira-lata' de nelson rodrigues explica. o brasileiro médio acha que só existe corrupção aqui e que os EUA são um paraíso magnífico por que qualquer merdinha pode comprar uma arma.

  5. Paulo Roberto disse:

    Legal!Podiam ampliar o leque com outras figuras do gênero.Um ótimo estímulo para o praticante!

  6. Beto Araújo disse:

    Minha ideia é colocar as fotos de todos os políticos; federais, estaduais e municipais. Daí o "cidadão" escolhe em quem atirar. Serve como pesquisa eleitoral.👮

  7. Sérgio disse:

    Gostei da idéia, qdo vai ter uma franquia dessa aqui em Natal?☺️

  8. Claudomiro disse:

    Quanto custa?! Tem o Zé Dirceu também?

  9. Elias Dantas disse:

    Vergonha de pessoas assim

  10. LULADRÃO disse:

    Tá aí uma boa ideia. Lojistas de Natal façam o mesmo.