Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

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Juiz americano classifica como falso registro migratório usado pelo STF para prender ex-assessor de Bolsonaro


Reprodução / Redes sociais

O conteúdo das audiências conduzidas pela Justiça Federal da Flórida a respeito do caso de Filipe Martins ganhou ampla repercussão pública, trazendo novos elementos sobre o registro migratório utilizado no processo brasileiro. As informações iniciais foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

Filipe Martins atuou como ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro. Atualmente, ele cumpre pena em uma unidade prisional localizada em Ponta Grossa, no Paraná, após desdobramentos judiciais relacionados ao processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Posicionamento da Justiça Americana

A transcrição da audiência presidida pelo juiz federal Gregory Presnell revela que o magistrado classificou explicitamente como falso o registro que apontava a entrada de Martins nos Estados Unidos. O juiz cobrou do governo norte-americano esclarecimentos adicionais para rastrear a origem da informação e apurar responsabilidades sobre a inserção do dado.

A sessão judicial faz parte de uma ação movida pela defesa de Martins contra o Departamento de Segurança Interna e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, com base na legislação de acesso à informação daquele país.

O documento incorreto indicava que o ex-assessor havia ingressado em território americano em 30 de dezembro de 2022 — data em que o ex-presidente Jair Bolsonaro viajou para a Flórida. Essa informação foi posteriormente integrada ao processo no Brasil e serviu de fundamento para a decretação de sua prisão preventiva pelo ministro Alexandre de Moraes, sob a avaliação de risco de fuga.

Revisão Oficial e Próximos Passos

Após permanecer preso preventivamente por quase seis meses, a defesa obteve uma retificação formal em outubro de 2025, quando a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos concluiu uma revisão interna e atestou que Martins não entrou no país naquela data, retirando o registro impreciso de seus sistemas.

Apesar da correção formal do histórico migratório, a nova fase do processo judicial nos Estados Unidos busca determinar quem participou da criação do registro falso. Até o momento, nenhuma decisão pública identificou os responsáveis pela inserção do dado equivocado nas bases governamentais.

Com informações da CNN e Folha de São Paulo

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[VÍDEO] Multidão xinga Lula durante apresentação de Gusttavo Lima em Barretos


Vídeo: Reprodução X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi xingado por uma multidão neste sábado (22), durante o show do cantor sertanejo Gusttavo Lima, na Festa do Peão, em Barretos, interior de São Paulo. Adversário do petista, Flávio Bolsonaro (PL) esteve no evento e foi ovacionado pelo público.

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Primeiro sábado de campanha tem carreata histórica liderada pelo prefeito Felipe Menezes em Lajes

O primeiro sábado da campanha eleitoral foi marcado por uma grande mobilização política em Lajes. O prefeito Felipe Menezes reuniu apoiadores e realizou, neste sábado (22) , a maior carreata da história do município, levando uma multidão às ruas e transformando a cidade em um dos principais pontos de mobilização política da região.

A carreata contou com a presença do deputado estadual Gustavo Carvalho, candidato apoiado por Felipe Menezes para a Assembleia Legislativa. A parceria política entre os dois já vem da eleição anterior, quando Gustavo também recebeu o apoio do prefeito e se tornou o deputado estadual mais votado da história de Lajes.

Para Felipe, a mobilização deste sábado demonstra a força de um grupo construído a partir da confiança da população.

“Lajes mostrou mais uma vez a sua força. Foi uma mobilização bonita e feita por pessoas que acreditam no trabalho e sabem reconhecer quem está ao lado do nosso município. Lajes tem que olhar pra frente, olhar para o futuro. Vamos construir esse futuro com quem ajuda nosso município. Estamos apenas começando”, destacou o prefeito.

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Primeiro debate presidencial da Band terá ausências de Lula e Flávio Bolsonaro


Arte / Metrópoles

A Band realiza na noite deste domingo o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na corrida eleitoral. Marcado para as 20h (horário de Brasília), o confronto contará com a presença de quatro nomes no palco: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

O atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizou à emissora que não comparecerá ao encontro e não incluiu o evento em sua agenda de campanha. A decisão do petista impactou diretamente os planos de Flávio Bolsonaro (PL): sob a diretriz de participar apenas de debates que contem com a presença de Lula, a campanha do senador indicou sua ausência, embora auxiliares tenham retirado as credenciais na emissora. Diante disso, a Band confirmou que manterá os dois púlpitos vazios no estúdio.

Outro nome fora do debate é Pablo Marçal (PRTB), impedido de participar por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de pressões exercidas por campanhas rivais em razão de questionamentos sobre a situação jurídica de seu partido.

Com a restrição do formato, o confronto direto concentrará os candidatos que buscam ampliar espaço e visibilidade no cenário nacional neste início oficial de campanha. 

Com informações do Metrópoles

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Move motoristas alcançou apenas 11% do total previsto após dois meses de lançamento


Ricardo Stuckert / PR

O programa de crédito voltado à renovação de frota para motoristas de aplicativo e taxistas, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), atingiu R$ 3,55 bilhões em financiamentos aprovados desde o lançamento da iniciativa no mês de junho. O montante representa cerca de 11% dos R$ 30 bilhões disponibilizados pelo governo na linha integrada ao programa Move Motoristas.

A linha tem como principal objetivo viabilizar a compra de veículos novos por profissionais cadastrados em plataformas digitais e cooperativas. Até o momento, 34.615 motoristas foram beneficiados, registrando um tíquete médio de R$ 103 mil por operação. O programa também contabilizou a participação de 1.910 mulheres, totalizando R$ 189 milhões em volume de crédito concedido.

Desafios de Adesão e Ritmo de Crescimento

Apesar do avanço financeiro, o programa ainda opera abaixo do potencial projetado inicialmente. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu a baixa adesão inicial e informou que o governo mantém diálogo com os bancos para tornar a linha mais atrativa às instituições financeiras. No entanto, o ministro avalia que o volume atual de crédito ofertado é “razoavelmente satisfatório”.

Em contrapartida, o BNDES aponta uma aceleração nos processos: o ritmo de aprovação mais que dobrou entre julho e agosto. O volume semanal de crédito saltou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 700 milhões, ultrapassando a marca de 1.000 operações diárias e alcançando quase 1.8 mil municípios brasileiros.

Condições e Perfil Elegível

Para viabilizar o crédito a um público sem histórico tradicional empresarial, o sistema financeiro implementou adaptações tecnológicas e novos fluxos de análise de risco. As condições incluem: taxas de juros de até 0,91% ao mês para mulheres e até 0,99% ao mês para homens. Prazos para pagamento em até 72 meses, com carência de até seis meses para o início da amortização e isenção de cobrança de taxas adicionais de cadastro por bancos ou concessionárias, conforme diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Podem acessar a linha motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, profissionais que cumpriram o requisito mínimo de corridas, taxistas e cooperativas regularizados, desde que o veículo novo adquirido custe até R$ 150 mil.

O BNDES estima que a iniciativa tem amplo potencial de expansão com a adesão de novos agentes financeiros, respondendo atualmente por quase metade do financiamento de veículos novos comercializados no país.

Com informações do Metrópoles

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Flávio Bolsonaro é ovacionado em Barretos e evita citar Lula em discurso


Joel Silva / Folha Press

Flávio Bolsonaro participou da tradicional Festa do Peão de Barretos, onde foi recebido com entusiasmo pelo público e ovacionado no palco principal. Vestindo chapéu e camiseta com cores do Brasil, ele foi cercado por apoiadores ao chegar ao evento e aproveitou a ocasião para fazer um discurso em defesa do agronegócio.

Durante a passagem pelo palco principal, Flávio esteve acompanhado por importantes figuras políticas, incluindo o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e os candidatos ao Senado André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP).

Apresentado pelo locutor Cuiabano como um nome de destaque no cenário nacional, Flávio discursou brevemente. Em sua fala, ressaltou os desafios enfrentados pelo setor produtivo: “Ultimamente, nosso agro tem sido muito atacado, tem ficado quase doente, mas não vamos abaixar a cabeça. Vamos resgatar o nosso agro. O agro vai voltar a ser um grande orgulho mundial”, declarou.

Embora não tenha mencionado diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou criticado a gestão federal, o público presente na arena reagiu com manifestações políticas e gritos direcionados ao petista.

Após a saída do palco, em entrevista concedida à transmissão oficial do evento no YouTube, Flávio lamentou a ausência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

A visita seguiu a estratégia política tradicionalmente adotada por Jair Bolsonaro em edições anteriores da festividade, buscando estreitar laços com o setor agropecuário e com eleitores do interior paulista. Logo após o discurso, Flávio deixou o local sob aplausos de apoiadores, enquanto o governador Tarcísio de Freitas permaneceu no evento para interagir com o público.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] Vice-presidente do PT minimiza vida de luxo de Lulinha na Espanha: “Pequeno empresário” e “vida bem modesta”

Foto: reprodução/Metrópoles

O vice-presidente do PT, Washington Quaquá, minimizou neste sábado (22) as revelações sobre a vida de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na Espanha.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o filho do presidente Lula mora em um condomínio de luxo nos arredores de Madri, com aluguel estimado em R$ 18 mil por mês. Quaquá, porém, afirmou que Lulinha leva uma “vida bem modesta” e que os gastos são compatíveis com os de um pequeno empresário.

“A vida do Fábio é uma vida de um pequeno, nem médio, pequeno empresário brasileiro. É um aluguel de classe média”, afirmou Quaquá que também é prefeito de Maricá (RJ).

O dirigente petista também criticou o que chamou de “exagero da pauta policial na política brasileira” e disse que as investigações podem ter algum impacto na campanha de Lula, mas que isso tende a diminuir diante de denúncias que considera sem fundamento.

O Metrópoles também já mostrou que o imóvel fica no bairro de La Moraleja, região nobre de Madri, o mesmo onde mora o atacante brasileiro Vini Jr., que joga no Real Madrid. O condomínio integra um complexo de cerca de 40 mil m², com piscinas, spa, sauna, academia, coworking e outras áreas de lazer.

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ABC perde para o Uberlândia no primeiro jogo da semifinal da Série D

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC perdeu por 1 a 0 para o Uberlândia neste sábado (22), no Parque do Sabiá, em Minas Gerais, pelo jogo de ida da semifinal da Série D. Marcos Calazans, ex-jogador do Mais Querido, marcou o gol da vitória mineira.

Já garantido na Série C de 2027, o ABC agora precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença no jogo de volta para avançar à final. Uma vitória Alvinegra por um gol leva a decisão para os pênaltis.

ABC e Uberlândia voltam a se enfrentar no domingo (30), às 17h, na Arena das Dunas, em Natal.

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[VÍDEO] Zema divulga jingle que em que promete ‘acabar com PT’ e mostra Lula e ministros do STF atrás das grades

 

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, divulgou neste sábado (22) um jingle de campanha que promete “acabar com o PT” e mostra o presidente Lula e os ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes vestidos de presidiários atrás das grades.

Produzido com inteligência artificial, o vídeo usa uma paródia de “O nome dela é Jenifer” e também critica o chamado “jogo do tigrinho”, a influenciadora Virgínia Fonseca, as fraudes nos descontos do INSS e o aumento dos preços dos alimentos. A peça retoma ainda o discurso de Zema contra os chamados “intocáveis”, expressão usada pelo candidato para criticar integrantes do STF.

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Em sete dias de campanha, Pardal registra 71 denúncias eleitorais em 15 municípios no RN; Natal e Mossoró concentram maioria

Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte já soma 71 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral das Eleições 2026, segundo dados do painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrados até as 18h, deste sábado (22), consultados pelo BLOGDOBG.

Natal lidera, com 32 registros, seguida por Mossoró, com 18. Juntas, as duas cidades concentram 50 das 71 denúncias. São Gonçalo do Amarante aparece com 4 denúncias e Parnamirim com 3 ocorrências.

As denúncias foram registradas em 15 municípios. O uso irregular de carro de som, minitrio ou trio elétrico é a ocorrência mais frequente.

Candidaturas a deputado estadual concentram a maioria das denúncias, 35 no total. Partidos, coligações e federações receberam 11 denúncias.

Os registros não significam que as irregularidades tenham sido comprovadas. A análise e eventual aplicação de medidas cabem à Justiça Eleitoral.

O aplicativo Pardal começou a receber denúncias em 16 de agosto, início da propaganda eleitoral. O eleitor pode enviar fotos, vídeos, áudios e links pelo aplicativo, utilizando o e-Título ou uma conta Gov.br.

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