Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

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Geral

ÁUDIO: Mario Frias agradeceu Daniel Vorcaro por apoio a filme sobre Jair Bolsonaro

Um áudio divulgado pelo site The Intercept Brasil nesta terça-feira (19) mostra o deputado federal Mario Frias agradecendo ao empresário Daniel Vorcaro pelo apoio ao filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, a mensagem foi enviada por WhatsApp em 11 de dezembro de 2024, menos de uma hora após o horário previsto para um encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e Vorcaro, em Brasília.

No áudio, Frias afirma que o filme “vai mexer com o coração de muita gente” e será “muito importante para o país”. O deputado também pede autorização para atualizar o banqueiro sobre o andamento da produção.

“Só te agradecer, meu irmão”, diz Frias na gravação. Em seguida, Vorcaro responde que estava em uma ligação e retornaria depois. Pouco tempo depois, os dois conversaram por telefone por cerca de dois minutos.

Após reportagens anteriores sobre o suposto financiamento do filme, Frias afirmou que o empresário e o Banco Master não haviam investido “um único centavo” na produção.

Posteriormente, o deputado divulgou uma nova nota dizendo que havia “diferença de interpretação” sobre a origem formal dos recursos, mas manteve a afirmação de que Vorcaro e o Banco Master não aparecem oficialmente como investidores do longa.

Ainda segundo a reportagem, Frias atuava diretamente na articulação do filme, além de exercer a função de produtor-executivo do projeto.

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro teria sido organizado por Thiago Miranda, fundador do Portal Leo Dias, para discutir o financiamento internacional da produção.

O Intercept afirma que Flávio participou de uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado naquele dia, saiu do plenário por volta das 17h30 — horário marcado para a reunião — e retornou cerca de 30 minutos depois. O site informa, porém, que não conseguiu confirmar se o encontro realmente aconteceu.

Com informações de The Intercept Brasil

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Geral

Porto Experience convida famílias a conhecer, na prática, proposta educacional do Colégio Porto

O Colégio Porto realiza, na próxima quinta-feira (21), às 19h, mais uma edição do Porto Experience — um momento pensado para apresentar a escola a pais e responsáveis interessados em matricular seus filhos e conhecer, de perto, a rotina, a metodologia e os valores que sustentam a formação dos alunos.

Durante o evento, as famílias têm a oportunidade de vivenciar o dia a dia da escola para além das impressões superficiais. “Um dos pontos que mais surpreende quem participa pela primeira vez é justamente a quebra de expectativas, pois mostramos que é possível unir rigor acadêmico e acolhimento, sem cair nos extremos de uma educação excessivamente rígida ou permissiva”, explica a coordenadora pedagógica do Porto, Kennia Ísis.

A proposta de “educação para o futuro”, tão presente no discurso educacional contemporâneo, ganha contornos concretos dentro da escola. “No Porto, ela se traduz em práticas cotidianas que estimulam o protagonismo dos alunos, conectando teoria e aplicação. O conhecimento deixa de ser apenas conteúdo e passa a ser ferramenta de leitura de mundo, enquanto a autonomia e a responsabilidade são desenvolvidas a partir de rotinas de estudo consistentes e orientadas”, complementa Kennia.

Para as famílias que ainda estão em dúvida, o Porto Experience também funciona como um momento de clareza. A escola rompe com a ideia de que é preciso escolher entre excelência acadêmica e cuidado emocional. Ao combinar disciplina, organização e exigência pedagógica com um olhar atento às individualidades, o Colégio Porto busca formar não apenas estudantes preparados para exames, mas indivíduos críticos e capazes de atuar de forma significativa na sociedade.

Os interessados em participar do Porto Experience devem preencher o formulário de inscrição disponível no perfil do Instagram do Colégio Porto (@colegio.porto). As inscrições são gratuitas e seguem abertas.

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Geral

Galípolo volta a relatar reunião com Vorcaro no Planalto em 2024 e diz que Lula orientou ‘tratamento técnico’

Foto: Montagem/O Globo

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, voltou a relatar nesta terça-feira a reunião realizada em dezembro de 2024, com o presidente Lula e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Galípolo reafirmou que o Lula o orientou a tratar o tema de forma “técnica” após o banqueiro relatar uma suposta “perseguição” do sistema financeiro.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo contou que foi chamado pelo gabinete da Presidência para participar da reunião, que já havia começado quando ele chegou. Segundo ele, estavam presentes Vorcaro, Lula, e ministros do governo.

Ele estava se apresentando como alguém perseguido em função das suas práticas que geravam uma competição que os grandes bancos não queriam. A fala do presidente foi muito objetiva em dizer “esse é um tema tratado dentro do BC, o Gabriel será o próximo presidente, ele é técnico, vai te dar um tratamento técnico”. A orientação do presidente foi tratar de maneira técnica esse tema, reafirmou que eu tinha autonomia para isso — afirmou o presidente do BC.

Na época, Galípolo era diretor de Política Monetária do BC, e já havia sido indicado por Lula para a presidência da instituição a partir de 2025.

O que o presidente fez é algo que faço no Banco Central também. Quando alguém vem se queixar sobre a área de um diretor específico, eu chamo o diretor da área e digo, esse tema você trata com o diretor — completou.

O presidente do BC foi questionado sobre a reunião pelos senadores Espiridião Amin (PP-SC) e Eduardo Girão (PL-CE). O episódio vem sendo usado pela oposição em reação ao desgaste do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o site The Intercept Brasil revelar diálogos em que o filho de Bolsonaro negocia investimentos do banqueiro Daniel Vorcaro para produção do filme “Dark Horse”.

Flávio se reuniu nesta terça-feira com integrantes do PL em Brasília para discutir como reagir à crise provoca pela divulgaçãod e áudios e mensagens.

A ordem é reorganizar a ofensiva política e evitar que Flávio fique acuado pela crise. O entorno do senador defende ampliar agendas públicas, reforçar viagens pelo país e intensificar encontros com empresários. Ele viaja para São Paulo nesta quarta-feira onde deve ter encontros com a Faria Lima.

O Globo

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Geral

Petistas acionam TSE para barrar estreia de filme de Bolsonaro até eleições

Foto: Divulgação e Cristiano Mariz

O Grupo Prerrogativas e o pré-candidato a deputado federal Rogério Correia (PT-MS) acionaram o TSE para tentar impedir a exibição do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, até o fim das eleições de 2026.

Na ação, os autores afirmam que o longa configura propaganda eleitoral antecipada e disfarçada, além de apontarem possíveis abusos econômicos, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento paralelo de campanha.

O filme tem estreia prevista para setembro, poucas semanas antes do primeiro turno. Segundo a petição, isso pode influenciar diretamente o debate eleitoral e afetar a igualdade entre os candidatos.

O pedido também solicita investigação sobre o financiamento da produção após a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master.

De acordo com documentos citados na ação, teriam sido negociados US$ 24 milhões para financiar o filme, com cerca de US$ 10,6 milhões já repassados entre fevereiro e maio de 2025.

Os autores afirmam que o valor é muito acima do comum para uma produção cultural e que, somado ao conteúdo político e ao período de lançamento, o projeto se aproxima de uma campanha de comunicação eleitoral em massa.

A ação pede que o TSE reconheça possíveis crimes e irregularidades, como propaganda antecipada, abuso de poder econômico, caixa 2 e financiamento eleitoral irregular.

Além do TSE, o grupo também pede apuração da PGR, da Polícia Federal e do Ministério da Justiça sobre possíveis crimes financeiros, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os autores defendem que a suspensão temporária do filme durante o período eleitoral é necessária para preservar o equilíbrio da disputa e a liberdade do voto.

Com informações de CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. O festival de propaganda feita no CARNAVAL foi o que ????
    Então só vale se for pro lado da direita né isso ??
    VAGABUNDOS DA ESQUERDA

  2. Ninguém quer barrar filme feito com dinheiro roubado de fundos de pensão de aposentados (vorcaro tirava dinheiro dos idosos). Fake News

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Geral

PL acusa AtlasIntel de induzir respostas negativas contra Flávio e contesta pesquisa no TSE

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O PL acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para pedir a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta terça-feira (19).

O partido afirma que o levantamento induziu respostas negativas contra o senador Flávio Bolsonaro ao incluir um áudio em que ele conversa com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a pesquisa, Flávio Bolsonaro caiu seis pontos percentuais desde abril e aparece com 41,8% das intenções de voto contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.

Na ação, os advogados do PL dizem que oito das 48 perguntas tratavam do suposto envolvimento de Flávio com Vorcaro, criando um “claro induzimento” contra o pré-candidato.

O partido afirma que o questionário construiu uma sequência de temas ligados ao caso Banco Master, incluindo fraude financeira, mensagens vazadas e impacto eleitoral, o que teria transformado a pesquisa em uma forma indireta de propaganda negativa.

O PL também alega que os entrevistados foram obrigados a ouvir um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro antes de responder perguntas sobre sua imagem política e candidatura.

Além da suspensão da pesquisa, o partido pediu que o TSE obrigue a AtlasIntel a entregar, em até 24 horas, microdados, critérios de aplicação da pesquisa e informações técnicas sobre o áudio utilizado.

A legenda ainda solicita multa ao instituto e, caso a divulgação seja mantida, que a pesquisa traga um aviso sobre o caráter “estimulativo” do questionário.

Em nota, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos com “transparência, equilíbrio e imparcialidade”.

Já o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, negou irregularidades. Nas redes sociais, ele afirmou que o áudio foi reproduzido apenas após a conclusão do questionário, sem impacto nos cenários eleitorais.

Segundo Roman, o objetivo era medir a reação do eleitorado ao conteúdo do áudio em separado da pesquisa principal.

A AtlasIntel também divulgou nota oficial dizendo que o teste do áudio e o questionário eleitoral foram feitos em etapas distintas e que os entrevistados não puderam alterar respostas após ouvirem o material.

O instituto afirmou ainda que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e criticou tentativas de desqualificar pesquisas “sem fundamento técnico demonstrável”.

Com informações de CNN Brasil

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Geral

[VÍDEO] Flávio admite visita a Vorcaro após banqueiro sair da prisão: “para botar um ponto final nessa história”

Imagens: g1

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou, nesta terça-feira (19), que esteve com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, logo após o ex-banqueiro passar a utilizar tornozeleira eletrônica, em novembro, ser impedido de sair do estado de São Paulo. Segundo o parlamentar, o encontro ocorreu para colocar um “ponto final” sobre o filme que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Em maio de 2025 foi a última vez que ele honrou com os pagamentos. Nesse meio tempo, como as pessoas envolvidas nesse filme não estavam tendo retorno, eu fui cobrar ele para ter alguma posição. No final de 2025 foi aquele áudio que todos vocês ouviram, que eu peço uma luz sobre a palavra final, sobre o que vai acontecer, porque estava em grande risco do filme ser encerrado. No dia seguinte, ele foi preso. Neste momento, nós vimos ali que deu uma a virada de chave, entendemos que a situação era mais grave”, afirmou Flávio em coletiva após reunião com o Partido Liberal.

“Eu estive com ele mais uma vez, após esse evento, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico, ele não podia sair da ciadade de São Paulo. Eu fui, sim, ao encotro dele para botar um ponto final nessa história, para dizer que se ele tivesse me avisado que se a situação era grave como essa, eu teria ido atrás de outro investidor há bastante tempo”, prosseguiu.

Com informações de CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Não amigos, isso não é um filme, isso é uma novela mexicana de 5ª categoria… kkkkkkk… – Dolores e suas doze versões

  2. Botar ponto final? Passa o dia chamando Lula de ladrao mas tava implorando dinheiro de vorcaro (acusado de roubar dinheiro de fundos de pensão)

  3. Vixe, acusando o golpe. A história só termina quando perde o interesse do público e não parece ser o que acontece. Ou o Flávio é muito incompetente em campanha política (que é o que acho) ou está mal assessorado.

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Política

Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro em casa após prisão

Foto: Reprodução

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou Daniel Vorcaro no fim de 2025, logo após a primeira prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal (PF).

A visita, segundo apurou a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições.

A aliados, o próprio Flávio já admitiu a visita a Vorcaro. O senador alegou que visitou o banqueiro para informar que não faria mais negócios com ele após a prisão.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025. Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior.

O banqueiro, entretanto, foi solto pouco tempo depois. Na ocasião, a decisão foi dada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), sediado em Brasília.

Apesar da liberdade, o dono do Banco Master teve algumas restrições impostas. Entre elas, o uso da tornozeleira eletrônica e a apresentação periódica à Justiça.

O banqueiro foi preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.

Na ocasião, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

Após a reportagem, Flávio confirmou a visita a Vorcaro em pronunciamento à imprensa feito após uma reunião com deputados e senadores do PL, na terça-feira (19/5), em Brasília. O senador, porém, não deu detalhes.

As mensagens de Flávio a Vorcaro

Na semana passada, o site Intercept Brasil já havia revelado áudios e mensagens enviados por Flávio a Vorcaro, nos quais o senador cobrava patrocínio a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Uma dessas mensagens foi enviada por Flávio em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez e dois dias antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

Opinião dos leitores

  1. Essa família Bolsonaro é uma quadrilha. Um dia eu acerto. Já votei e deixei de votar no PT. Agora vejo que os petistas são meninos perto do Bolsonarismo. Vou de Caiado. Segundo turno vou pra Tabatinga tomar cachaça e eles que se descobrem.

  2. Para pedir 124 milhões, ele ligou. Para dizer que não varia mais negócios, teve que ir pessoalmente na casa. Kkkkk. Tá cada dia mais complicado defender Flávio rachadinha neh BG?

  3. Flávio Bolsonaro foi apenas orar com o irmão do coração Vorcaro. Qual problema disso? 🤷‍♂️💰

    1. eu tb fui visitar sua irmã na casa dela de noite e só fui embora quando o galo cantou. mimimi besta ne

    2. Né isso! Deixem os “irmãos “ cúmplices se apoiarem especialmente após uma prisão!

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Acidente

Carro derruba muro de condomínio após colisão em Capim Macio

Foto: Reprodução

Um carro derrubou o muro de um condomínio e ficou preso à parede após uma colisão na manhã desta terça-feira (19). O sinistro aconteceu no cruzamento das ruas Ismael Pereira da Silva e Ênico Monteiro, no bairro Capim Macio, na zona Sul de Natal. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), ninguém se feriu.

Segundo a STTU, o acidente envolveu o BYD e uma Ford Ranger. Devido ao impacto, o veículo elétrico só parou depois de derrubar parte do muro de um condomínio. “A equipe realizou o atendimento da ocorrência e orientou os condutores no local”, explicou a STTU.

A dinâmica do acidente não foi detalhada pela STTU. O trânsito na região ficou parcialmente interditado durante o atendimento ao sinistro. Em seguida, o fluxo foi normalizado.

Portal da Tropical

Opinião dos leitores

  1. A prefeitura precisa padronizar a preferência das ruas nessa região. Numa rua é de um jeito, noutra já é de outra forma, tipo deixar livre a Ismael Pereira e industrial João mota. Muito acidente.

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Política

Kelps ratifica aliança com Iranir Guedes em Parnamirim

Foto: Divulgação

Kelps participou de reunião na segunda-feira, 18, com amigos e familiares do vereador Iranir Guedes, em Parnamirim.

Muito disputado, com enorme público, o evento estreitou ainda mais o apoio do vereador ao projeto de dar a Parnamirim uma cadeira de deputado federal em Brasília.

“Com um celular na mão e Parnamirim no coração, vamos fazer do município um dos mais respeitados do Rio Grande do Norte e com voz ativa na Câmara Federal”, diz Kelps.

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Cidades

Carnaúba dos Dantas conquista 1º lugar nacional no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora

Foto: Divulgação

O município de Carnaúba dos Dantas conquistou destaque nacional ao vencer o 1º lugar do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, na categoria Sala do Empreendedor, considerada uma das mais disputadas da premiação. O anúncio ocorreu nesta semana, em Brasília, reunindo representantes de diversas cidades brasileiras.

O reconhecimento evidencia as ações desenvolvidas pela gestão municipal no fortalecimento do empreendedorismo local, incentivo aos pequenos negócios e criação de oportunidades para a população. Mesmo sendo um município de pequeno porte, Carnaúba dos Dantas se destacou entre iniciativas de todo o país pela organização, planejamento e resultados apresentados.

A premiação também reforça o trabalho integrado entre secretarias, servidores e parceiros envolvidos nas políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico do município.

Conhecida como “Terra da Música”, Carnaúba dos Dantas amplia agora sua visibilidade nacional ao se tornar referência em empreendedorismo e apoio aos pequenos empreendedores. A conquista coloca o município em evidência no cenário brasileiro de gestão pública inovadora.

Opinião dos leitores

  1. Não há como calar ante ocorrência tão pujante como a conquista desse prêmio CEBRAE. Parabéns a todos agentes envolvidos. Parabéns Carnaúba, terra querida

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