Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] IMAGENS FORTES: Menino de 11 anos que dirigia caminhonete atropela e mata dez monges budistas em peregrinação na Tailândia

Um menino de 11 anos atropelou um grupo de monges budistas em peregrinação pela Tailândia. Ao menos dez monges morreram e outros dez estão internados, dois deles em estado crítico, segundo o boletim mais recente do Hospital de Mukdahan, no nordeste do país.

Trinta e cinco monges budistas e cinco fiéis leigos caminhavam à beira de uma rodovia na província de Mukdahan na quinta durante uma peregrinação quando uma caminhonete atropelou o grupo na sexta-feira (3). Cinco monges morreram no local e outros cinco morreram mais tarde no hospital.

“A caminhonete se aproximou e ficou extremamente perto. Eu me joguei, mas os monges saíram voando”, afirmou um dos sobreviventes.

A polícia local confirmou que o veículo era dirigido por um menino de 11 anos que pegou o carro dos pais sem permissão.

O menino foi detido, porém, não prestou depoimento às forças de segurança, afirmou Prayut Ruanthongkam, chefe da polícia da cidade de Mukdahan, à agência de notícias AFP. Na Tailândia, menores de 12 anos não têm responsabilidade penal. Ele foi encaminhado às autoridades de proteção à criança para avaliação, acompanhado pela mãe.

Com informações de g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Canal da transposição tem baixo do nível de água após Lula inaugurar obra

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um trecho da Transposição do Rio São Francisco com baixo nível de água após a inauguração do Túnel Major Sales, no Ramal do Apodi, no Rio Grande do Norte, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O vídeo, publicado no Instagram pelo perfil @valdemi_caboclo_bezerra, e reproduzido pelo blog de Gustavo Negreiros, também registra um contêiner instalado na estrutura, equipamento que já havia sido alvo de questionamentos durante a cerimônia. O autor das imagens questiona a permanência do contêiner e a situação do canal.

O governo federal não se pronunciou até o momento sobre o baixo volume de água mostrado no vídeo nem apresentou explicações para a situação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Aerotur consolida posição entre as maiores referências do Brasil em viagens de adolescentes para a Disney

Celebrando sua 40ª temporada de viagens para a Disney, a Aerotur embarca neste ano em torno de 400 passageiros para viver uma das experiências mais marcantes da adolescência.

Com forte atuação em Natal, Fortaleza e Recife, cidades onde mantém suas principais filiais, a empresa também reúne passageiros de diversas regiões do Brasil que escolhem a Aerotur para realizar o tradicional sonho da viagem dos 15 anos.

Em volume de embarques, a Aerotur já figura entre as três maiores empresas especializadas em viagens de adolescentes para a Disney no país. A expectativa para a temporada de 2027 é de crescimento, reforçando a trajetória de expansão e a liderança da empresa nesse segmento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio Bolsonaro estava no Brasil na época da “Noite das Astronautas” promovida por Vorcaro em Nova York

Imagem: reprodução/TV Senado

Por Igor Gadelha, Metrópoles

Enquanto Daniel Vorcaro promovia a rumorosa “Noite das Astronautas” com políticos e outros aliados em Nova York, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) estava no Brasil, apontam registros do Senado Federal. A informação é da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo relatório da Polícia Federal (PF) sobre o Caso Master, a festa de Vorcaro, na qual mulheres vestidas com capacetes e trajes prateados entretinham os convidados, teria acontecido entre os dias 12 e 16 de maio de 2024.

Nesse período, Flávio estava no Brasil. Registros do Senado apontam que o senador participou presencialmente de sessões em 14 e 15 de maio, quando a Casa votou projetos relacionados à tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul.

Em 14 de maio, pr exemplo, Flávio chegou a ter um projeto incluído na pauta de votações. Já no dia 15, ele discursou pela liderança da oposição no plenário do Senado às 18h37.

Mesmo que embarcasse em um voo imediatamente após o discurso, o senador chegaria a Nova York apenas na manhã do dia 16, quando os participantes da suposta “Noite das Astronautas” já retornavam ao Brasil.

A possibilidade de Flávio ter participado da festa de Vorcaro em Nova York foi levantada após Michelle Bolsonaro, em guerra com o enteado, compartilhar um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho sobre o evento.

Na gravação, Garotinho afirma que teve acesso a um vídeo da festa e que viu a participação de “deputados, senadores e governadores, homens que defendem a família”.

Michelle repostou a fala do ex-governador nas redes sociais da ex-primeira-dama, na segunda-feira (29/6), com a legenda: “A verdade de Jesus Cristo vai prevalecer”.

Segundo dados da PF, Vorcaro teria gasto cerca de R$ 3,7 milhões, na cotação da época, na realização da festa em Nova York. Na ocasião, diversos políticos estavam na cidade participando de um fórum sobre investimentos.

Por Igor Gadelha, Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio Bolsonaro chega aos EUA para audiência sobre tarifas de Trump

Foto: Wilton Junior/Estadão

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro chegou neste domingo(5) aos Estados Unidos, onde participará de uma audiência pública sobre políticas comerciais do Brasil, promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), em Washington.

O painel com o senador está previsto para terça-feira (7). Na última quinta-feira, Flávio enviou uma manifestação ao USTR pedindo a suspensão da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, argumentando que a medida acaba favorecendo quem deveria ser punido.

Segundo o parlamentar, a sobretaxa passou a ser explorada politicamente pelo governo federal para atacar a oposição. A investigação americana foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e apura supostas práticas desleais do Brasil em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro busca se submeter aos interesses dos Estados Unidos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Jogadores de Cabo Verde são recebidos com festa após participação histórica na Copa do Mundo

A seleção de Cabo Verde foi recebida com festa neste domingo (5), na Cidade da Praia, após a campanha histórica na Copa do Mundo. Milhares de torcedores tomaram as ruas para homenagear os “Tubarões Azuis”, eliminados nas oitavas de final pela Argentina.

A recepção coincidiu com o Dia da Independência de Cabo Verde e foi organizada pela Federação Cabo-Verdiana de Futebol, reunindo uma multidão em clima de celebração, com bandeiras, música e manifestações de patriotismo.

Durante a homenagem, uma bandeira do Brasil também foi estendida por torcedores, simbolizando a ligação cultural entre os dois países.

Apesar da derrota por 3 a 2 para a Argentina, Cabo Verde encerrou sua primeira participação em uma Copa do Mundo com uma campanha histórica, chegando às oitavas de final.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Álvaro Dias participa de aniversário na Aldeia Katu, do Festival Gastronômico de Lagoa Nova e do Jardim Junino

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, cumpriu neste sábado uma extensa agenda pelo interior do estado, participando de eventos em Canguaretama, Lagoa Nova e Jardim do Seridó. Ao longo do dia, esteve ao lado de lideranças políticas, conversou com moradores e participou de atividades que destacaram a cultura, a educação, o turismo e as tradições das diferentes regiões potiguares.

A primeira agenda aconteceu na Aldeia Katu dos Eleotérios, em Canguaretama, onde Álvaro participou da comemoração do aniversário de Irmã Lila, liderança da comunidade, ex-vereadora do município e madrasta do prefeito de Galinhos, Hudson Matias. Durante a visita, conversou com os moradores, ouviu as demandas da comunidade e visitou a Escola Municipal Indígena João Lino da Silva, a primeira escola indígena do Rio Grande do Norte. A instituição desenvolve um trabalho voltado à valorização da cultura dos povos originários, com ensino em português e na língua tupi.

Também participaram da agenda o pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira; a pré-candidata a deputada federal, Nina Souza; a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra; o prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique; e o prefeito de Galinhos, Hudson Matias.

Na sequência, Álvaro participou do IV Festival Gastronômico de Lagoa Nova, na Serra de Santana. Recebido pelo prefeito Iranildo Aciole, percorreu o polo gastronômico, caminhou pelo pavilhão do evento e conversou com moradores, comerciantes, empreendedores e visitantes, acompanhando de perto uma das principais iniciativas de valorização da gastronomia, do turismo e do desenvolvimento regional.

Encerrando a agenda, Álvaro esteve em Jardim do Seridó, onde participou da 9ª edição do Jardim Junino, a convite da prefeita Silvana de Lalá. Ao lado da gestora municipal, conversou com a população e acompanhou a programação do evento, que integra o calendário cultural do município e celebra as tradições juninas da região.

As agendas também contaram com a presença do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira, reforçando a presença da chapa em diferentes regiões do estado.

Ao percorrer municípios do Litoral Sul, da Serra de Santana e do Seridó em um único dia, Álvaro Dias reforçou sua proposta de manter uma pré-campanha baseada no contato direto com a população, ouvindo lideranças, conhecendo de perto a realidade de cada região e valorizando iniciativas que fortalecem a cultura, a educação, o turismo e o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

ELEIÇÕES 2026: Oposição a Lula larga na frente na disputa pelos maiores estados do país

Tarcísio de Freitas, ACM Neto e Sergio Moro: favoritos aos governos estaduais, eles são críticos a Lula | Fotos: Paulo Guereta/Governo Estado SP | Beto Barata/PL/Reprodução

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em vantagem na corrida aos governos estaduais em seis dos dez maiores eleitorais do Brasil, segundo levantamento feito pela revista VEJA com base em pesquisas feitas em abril, maio, junho e julho. Esse recorte representa 75% do eleitorado total do país.

No maior colégio eleitoral do país, a oposição lidera e pode levar no primeiro turno com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais aliados políticos do presidenciável de oposição Flávio Bolsonaro (PL).

Em Minas Gerais, segundo maior estado, o líder da pesquisa é o senador Cleitinho Azevedo, também do Republicanos. Embora vez ou outra elogie e apoie iniciativas de Lula, ele vem sendo cotado para ser o palanque de Flávio no estado.

A oposição também aparece à frente na Bahia (com ACM Neto, do União Brasil), no Paraná (com Sergio Moro, do PL), no Ceará (com Ciro Gomes, do PSDB) e em Santa Catarina (com Jorginho Mello, do PL).

Lulistas

Já Lula tem apenas um candidato liderando que pode ser considerado seu aliado: o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que está com larga vantagem na disputa pelo comando do Rio de Janeiro e pode liquidar a fatura ainda no primeiro turno.

O petista ainda tem uma aliada em boa posição no Rio Grande do Sul, com a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola, mas ela está empatada na margem de erro com o deputado oposicionista Luciano Zucco (PL).

Independentes

Em outros dois estados, o líder da corrida não pode ser considerado nem lulista nem oposição a Lula: Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco e Daniel Santos (Podemos) no Pará. Ambos mantêm posição de neutralidade na corrida presidencial, embora flertem com o eleitorado petista e bolsonarista.

Veja abaixo um resumo da corrida nos dez maiores colégios eleitorais:

SÃO PAULO
(Paraná Pesquisas – maio)

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 45,6%
Fernando Haddad (PT): 34,1%

MINAS GERAIS
(Real Time Big Data – maio)

Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
Alexandre Kalil (PDT): 14%

RIO DE JANEIRO
(Paraná Pesquisas – junho)

Eduardo Paes (PSD): 54,2%
Douglas Ruas (PL): 14,6%

BAHIA
(Paraná Pesquisas – junho)

ACM Neto (União Brasil): 47,8%
Jerônimo Rodrigues (PT): 38,7%

PARANÁ
(Paraná Pesquisas – maio)

Sergio Moro (PL): 42,3%
Requião Filho (PDT): 19,9%

RIO GRANDE DO SUL
(Real Time Big Data – junho)

Juliana Brizola (PDT): 37%
Luciano Zucco (PL): 32%

PERNAMBUCO
(Datafolha – junho)

Raquel Lyra (PSD): 48%
João Campos (PSB): 43%

CEARÁ
(Paraná Pesquisas – junho)

Ciro Gomes (PSDB): 46,6%
Elmano de Freitas (PT): 33,9%

PARÁ
(Quaest – abril)

Daniel Santos (Podemos): 22%
Hana Ghassan (MDB): 19%

SANTA CATARINA
(Instituto Neokemp – junho)

Jorginho Mello (PL): 52,3%
João Rodrigues (PSD): 20,4%

Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CLÁUDIO HUMBERTO: Lula recua e vai segurar nova indicação de Messias ao STF para depois da eleição

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por Cláudio Humberto, Diário do Poder

Lula foi demovido da ideia, que sustentava até o mês passado, de reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal. Os cenários hoje são: enviar logo após a eleição ou deixar para fevereiro. As bravatas de Lula, sugerindo reenvio imediato, vieram depois dos “trackings” do Planalto captarem ligeira melhora na desgastada popularidade do petista após confronto, sobretudo, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Olho na urna

Eventual reenvio este ano vai depender do resultado eleitoral, com envio caso Lula seja derrotado, já contando que a questão vai parar no STF.

Outro clima

Hoje, o cenário mais provável é que fique para fevereiro, após o fim da legislatura, com possibilidade de troca da presidência do Senado.

Água no chopp

Lula não vai admitir, mas o recuo veio após Alcolumbre segurar votações que o petista está de olho, como o projeto do fim da escala 6×1.

Caminho complicado

Além da má vontade de Alcolumbre, regra interna do Senado impede que uma mesma nomeação seja votada duas vezes em um ano.

Por Cláudio Humberto, Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Mercado de canetas emagrecedoras movimentou mais de R$ 10 bilhões em 4 anos no Brasil

Foto: Mohammed_Al_Ali / Shutterstock | Portal EdiCase

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões entre 2021 e 2025, cinco vezes mais do que em 2021. O avanço colocou esses produtos entre os mais vendidos do país e impulsionou as importações de medicamentos de alta tecnologia. O levantamento foi realizado pelo portal Metrópoles.

Crescimento do mercado

  • O setor passou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para R$ 10 bilhões em 2025;
  • A participação no varejo farmacêutico aumentou de 3% para 9%;
  • As vendas cresceram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades;
  • Mounjaro e Wegovy concentram mais de 70% do faturamento do segmento.

Importações em alta

Segundo a Farma Brasil, as importações de medicamentos cresceram de US$ 1,3 bilhão em 2000 para US$ 14,2 bilhões em 2025, alta superior a 950%. O avanço é atribuído ao envelhecimento da população, ao aumento das doenças crônicas e ao uso de terapias mais sofisticadas.

Preços começam a cair

Entre janeiro e maio de 2026, a semaglutida movimentou R$ 2 bilhões, com mais de 2 milhões de unidades vendidas. Apenas em maio, o faturamento chegou a R$ 449 milhões. Com a entrada de versões nacionais, como a lançada pela EMS, o preço médio da semaglutida já registra queda de cerca de 8%.

Projeto no SUS

O Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto em Porto Alegre para avaliar o uso da semaglutida no SUS. Nesta fase, 250 pacientes com obesidade grave ou doenças associadas serão acompanhados por dois anos para medir a eficácia do tratamento e o impacto nos custos do sistema público de saúde.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *