Judiciário

SAMBAM NA CARA: Cúpula do Judiciário recebe auxílio mesmo com imóvel próprio

POR FOLHAPRESS

Mesmo tendo imóvel próprio no Distrito Federal, 26 ministros de tribunais superiores recebem dos cofres públicos auxílio-moradiapara viver em Brasília.

Donos de um dos mais altos salários da República -R$ 32.075-, cada um deles tem o contracheque engordado todo mês em R$ 4.378 de auxílio para morar, sendo que alguns têm em seus nomes mais de uma casa em pontos nobres de Brasília.

Pesquisa feita pela Folha em cartórios da capital federal e nas folhas salariais dos tribunais mostra que o privilégio está concentrado em três dos cinco tribunais que formam a cúpula da Justiça: STJ (Superior Tribunal de Justiça), TST (Tribunal Superior do Trabalho) e STM (Superior Tribunal Militar).

Os 26 ministros que recebem o benefício mesmo com imóvel próprio representam pouco mais de um terço da composição dessas três cortes e 72% dos 36 que solicitaram o recebimento de auxílio-moradia.

Nenhum ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pede o benefício (o TSE é formado, em parte, por ministros do STF e do STJ).

Segundo resolução do CNJ (Conselho Nacional da Justiça), a ajuda para auxílio-moradia deve ser “requerida” pelo magistrado, ou seja, cabe a ele pedir o recebimento do dinheiro ao tribunal.

A presidente do STJ, Laurita Vaz, e o vice, Humberto Martins, estão entre os que recebem o auxílio-moradia e, ao mesmo tempo, são donos de imóvel próprio em Brasília.

Segundo os registros em cartório, Laurita tem em seu nome um apartamento de 246 m², localizado na Asa Sul. O seu vice também tem imóvel na mesma região. Martins mora no
mesmo prédio do ministro Francisco Falcão, ex-presidente do STJ. Com o apartamento de alto padrão registrado em seu nome, Falcão também recebe auxílio-moradia.

No STJ, 17 dos 33 ministros ganham o benefício. Desses, pelo menos 12 têm casa própria. O orçamento de 2018 reserva R$ 2,7 milhões de auxílio-moradia para o tribunal.

A ministra Maria Isabel Gallotti, por exemplo, tem em seu nome dois apartamentos, uma casa e um lote.

No TST, 15 dos 26 magistrados recebem os 4.378 mensais a mais no contracheque, sendo que 11 têm imóveis.

Entre eles está o futuro presidente do tribunal, João Batista Brito Pereira, que assume o comando no dia 26 de fevereiro. Outro nome é o de Renato de Lacerda Paiva, corregedor-geral da Justiça do Trabalho, dono de uma propriedade em um condomínio.

O acúmulo de benefício com moradia própria no STM envolve 3 dos 4 ministros que ganham o auxílio. Um deles é o presidente do tribunal, José Coêlho Ferreira. Ele tem em seu nome, segundo registros cartoriais, um apartamento na Asa Sul e 20% de outro na mesma quadra.

Os magistrados que ganham o auxílio estouram o valor máximo que, pela Constituição, um servidor poderia ganhar no Brasil -R$ 33.763. O atual valor do auxílio-moradia no Judiciário representa 4,5 salários mínimos.

Em Brasília, um apartamento de classe média de três quartos na região central tem o custo de R$ 2.200 de aluguel, segundo o sindicato do setor.

O valor de R$ 4.378 passou a valer em outubro de 2011, por decisão do STF. Na ocasião, apenas o ministro Luiz Fux recebia o benefício, segundo o próprio tribunal.

Três anos depois, Fux concedeu liminar estendendo o pagamento do auxílio-moradia a todos os juízes do país, mesmo aos que tinham casa própria nas cidades onde trabalhavam, o que tornou a prática legal. O ministro argumentou que diversos tribunais já pagavam o benefício, o que estaria criando uma “diferenciação iníqua e odiosa” entre os magistrados.

Fux, que hoje não recebe mais o benefício, liberou as liminares para análise do plenário do STF apenas no final do ano passado. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, avisou a entidades da magistratura que deve colocar o tema para votação em março.

O juiz responsável pela Lava Jato no Rio, Marcelo Bretas, entrou na Justiça e conseguiu o direito de receber a ajuda. Ele é casado com uma juíza, já favorecida com o auxílio. Resolução do CNJ proíbe o acúmulo para casais que morem sob o mesmo teto.

De acordo com a ONG Contas Abertas, a estimativa de gastos com o auxílio-moradia no Judiciário e Ministério Público soma R$ 5 bilhões desde a decisão de Fux até dezembro de 2017.

OUTRO LADO

Os três tribunais citados na reportagem (STJ, STM e TST) afirmaram, por meio de suas assessorias, que não existe ilegalidade no pagamento de auxílio-moradia para ministros que têm imóvel em Brasília por estarem amparados pela decisão do ministro Luiz Fux.

Folha procurou as assessorias de imprensa dos tribunais e enviou as perguntas também para cada um dos gabinetes dos mencionados.

As respostas foram enviadas pelas equipes de comunicação de cada corte em nome dos magistrados.

A assessoria do STJ informou que o auxílio-moradia começou a ser pago a partir de 15 de setembro de 2014, em cumprimento à decisão liminar do STF, mas disse que não conseguiu respostas dos ministros e nem da presidente, Laurita Vaz.

O TST disse que faz os pagamentos de acordo com a resolução do CNJ que trata do tema. O tribunal frisou que a decisão de Fux determinou a ajuda de custo “a todos os juízes federais na forma da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, inclusive nos casos de acumulação, e salvo em favor do magistrado federal a quem tenha sido disponibilizada a residência oficial”.

O presidente do STM, José Coêlho Ferreira, respondeu que segue resolução do CNJ e que “não é vedado ao magistrado, que possui imóvel na cidade onde exerce a função pública, receber o benefício. Assim o ato não apresenta nenhuma ilegalidade”.

Opinião dos leitores

  1. Corrupção institucionalizada e legalizada…Depois faltam recursos p/infraestrutura, saúde e educação e ninguém sabe o motivo…Nenhum desses sanguessugas tem moral pra reclamar de buracos, falta de metrô nas capitais, hospitais e demais estruturas públicas caindo aos pedaços…Sugadores do orçamento, isso sim e o que são…

  2. Que eles ganham uma fortuna todos nós sabemos, fica uma só pergunta. Como nós pobres mortais podemos mudar o Brasil? Os nossos poderes e governantes só pensão no próprio bolso.
    Vergonha, vergonha e vergonha.

  3. Chega a dar nojo quando vejo um cara de pau desses querendo justificar o injustificável…
    O Brasil tem uma justiça com o mesmo nivel da política, ou seja, trabalham pra barganhar vantagens.
    Vergonhoso esse povo!

  4. O Auxílio Moradia é imoral e fere frontalmente o princípio da moralidade. Primeiro, o governo deveria acabar com esse privilégio, para realizar qualquer reforma em que traga consequências para o servidor público. Inclusive, esse auxílio é pago integralmente e sem qualquer incidência de imposto de renda . Como o governo vem falar em crise? Cadê a vergonha na cara desses julgadores? Merecem credibilidade? Só nesse Brasil!!!!!!!!!

  5. Oh, BRASIL! A LAMBANÇA SÓ NÃO FUNCIONA PARA QUEM TRABALHA É ESCRAVIZADO E PAGA ABSURDOS DE IMPOSTOS. QUE LÁSTIMA.

  6. Nossos poderes estão todos corrompidos, o judiciário que era para dar exemplo, está podre.

  7. Imóvel??? Mansão própria!!

    Esse auxílio imoral, indecente e imerecido era destinado àqueles que, passando em concurso público, iriam morar em locais distantes, em que não houvesse condição de moradia ou casa oficial. O interessante é que, hoje, um membro do judiciário ou afins inicia carreira recebendo, no mínimo, R$ 15000, e ainda tem necessidade de R$ 4000 pra "pagar aluguel no interior" (como se lá morasse), enquanto que um funcionário público comum tem de arcar toda e qualquer despesa com seu minguado salário… absurdos da lei!

    1. Não confundamos as coisas. Embora condenável, o auxílio moradia deriva de serviço prestado, já o bolsa família não. Não estou me opondo ao pagamento da bolsa e sim a comparação que só é cabível.

    2. Cara Maria, creio ter apenas um equívoco em seu comentário. O auxílio-moradia não deriva de serviço prestado. Pois se assim o fosse ele seria considerado como parte de remuneração. Porém, como no caso de muitos juízes o valor do auxílio, somado ao salário ultrapassa o teto da remuneração constitucional do servido público, o judiciário considera o valor como "indenizatório". Ou seja uma malabarismo argumentativo. Logo não deriva de serviços prestados. E é sim contra toda a ética de serviço público mundial, apesar de legal. Já o bolsa-família, embora muitas pessoas equivocadamente condenem, ajuda e muito em vários aspectos da economia nacional. Inclusive o bolsa-família paga menos do que programas de inserção social em outros países. Dou a dica de ler o livro do historiador Rutger Bringman "Utopia para realistas", no qual ele mostra os variados benefícios de se ter um projeto universal de um "bolsa-família", desde combate a violência e a pobreza, como aumento da riqueza dos países. Ele dá várias fontes de suas pesquisas, ou seja, não é achismo de comentadores de internet. Fica a dica. Abraço!

  8. Ainda tem otário que diz que criticar essa casta de Deuses é coisa de esquerdista… verdadeiros liberais tem ojeriza a um gasto absurdo dos excruciantes impostos com estes Deuses.

  9. Esse auxílio é de uma IMORALIDADE sem tamanho. Só empobrece moralmente, e muito, quem o recebe. Tenham vergonha na cara e extingam essa sacanagem. Um verdadeiro tapa na cara dos brasileiros honestos e trabalhadores. VERGONHA NACIONAL!

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Trânsito

Faixa da Ponte de Igapó é interditada pela PRF para instalação de câmeras

Foto: Reprodução

Uma faixa da Ponte de Igapó, em Natal, no sentido Centro-Zona Norte, ficará parcialmente interditada nesta quinta-feira (25) para a realização de serviços de instalação de câmeras. A interdição ocorre das 10h às 15h.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o bloqueio acontece no km 85 da BR-101, no sentido decrescente da rodovia. A faixa interditada é a da esquerda.

A Ponte de Igapó é uma das principais ligações entre a Zona Norte e as demais regiões de Natal, com fluxo intenso de veículos ao longo do dia.

A PRF informou que o local foi sinalizado para orientar os motoristas durante a execução do serviço. A orientação é que os condutores reduzam a velocidade e redobrem a atenção ao passar pelo trecho.

Tribuna do Norte

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Política

Michelle nega “briga” após vídeo com críticas a Flávio: “Não tenho raiva”

Foto: Reuters

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem em suas redes sociais na manhã desta quinta-feira (25) em que apazigua sua relação com o enteado e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). “Não há briga, nem competição.” No dia anterior, Michelle publicou um vídeo afirmando que foi desrespeitada e maltratada pelo enteado.

Michelle abre a nota com a afirmação de que não tem raiva de ninguém: “apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada”.

O desentendimento entre os dois surgiu por conta da recusa da ex-primeira-dama em apoiar a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, opção feita pelo PL e defendida por Flávio.

Ainda na definição da chapa que concorrerá a cargos no estado, outra rusga surge da rejeição do nome da vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscila Costa, aliada de Michelle, para uma vaga ao Senado. Flávio Bolsonaro teria entrado em acordo com o deputado federal André Fernandes (PL-CE) para que a vaga fosse de Alcides Fernandes (PL-CE), pai de André Fernandes.

Na sequência da nota desta manhã, a presidente do PL Mulher afirma que os membros da sigla irão “todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno”. Como mostrou a CNN, integrantes do PL avaliaram que a ex-primeira-dama extrapolou limites com os comentários do vídeo da última quarta-feira (24).

“Não há briga, nem competição. Peço apenas que não retirem trechos da minha fala de contexto para gerar confusão. Uma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito”, finaliza.

CNN

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Polícia

Homem é morto a tiros após discussão em Natal

Foto: Sérgio Henrique

Um homem foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (24) no bairro Planalto, na Zona Oeste de Natal. Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu após uma discussão, e o suspeito seria um comerciante da região, que fugiu do local após os disparos.

A vítima foi identificada como Judson Camilo de Souza, de 28 anos. O crime aconteceu na Rua Mira Mangue, em uma zona comercial e movimentada do bairro Planalto.

Segundo a polícia, a suspeita é de que os dois – o suspeito e a vítima – já tinham um histórico de conflitos. A vítima foi morta na calçada, próximo a um supermercado.

“Tinha sido uma discussão dele com outro cidadão. E o outro cidadão, após efetuar os disparos contra ele, saiu com destino ignorado”, falou o Sargento Calixto, do 9º Batalhão da Polícia Militar.

“As investigações que vão dizer [o que ocorreu]. Mas diz que já tinha tido outras desavenças e hoje chegou a esse ponto dele alvejar o cidadão, e o cidadão vir a óbito”.

A polícia acredita que pelo menos seis tiros foram disparados contra o homem. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Até a atualização mais recente desta reportagem, o suspeito permanecia foragido. A pistola usada no crime também não foi encontrada. O caso será investigado pela Polícia Civil.

G1RN

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Cidades

Festival de Quadrilhas de Natal é adiado; confira as novas datas do evento

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Natal anunciou o adiamento do Festival de Quadrilhas Juninas da Cidade do Natal, que estava previsto para acontecer entre os dias 25 e 28 de junho. De acordo com a administração municipal, o evento foi remarcado para o período de 9 a 12 de julho em razão da necessidade de ajustes técnicos apresentados pela organização.

A informação foi divulgada pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Segundo o Município, a alteração no calendário não compromete a realização da programação nem os investimentos destinados ao festival.

A Prefeitura atua como parceira do evento e é responsável pelo pagamento das premiações dos grupos juninos vencedores. Ao todo, serão distribuídos R$ 120 mil em prêmios para as quadrilhas participantes, considerando todas as categorias da competição.

Além da premiação, a gestão municipal também disponibiliza ajuda de custo para as agremiações selecionadas por meio de edital público. Somados os recursos destinados ao festival, o investimento chega a R$ 456 mil.

 

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Geral

Luana Piovani assinou contrato de R$ 300 mil com sindicato do BC para criticar PEC da autonomia financeira

Foto: Ronny Santos

O sindicato que representa servidores do Banco Central contratou por R$ 300 mil a atriz Luana Piovani para gravar um vídeo contrário à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá autonomia financeira e administrativa à instituição.

O pagamento foi autorizado pela direção do conselho regional do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) no Distrito Federal. Após mostrar o envolvimento da artista no assunto, a Folha teve acesso à ata da reunião em que a contratação foi aprovada.

O encontro foi realizado virtualmente no início da tarde de 9 de junho, mesmo dia em que Piovani publicou o vídeo em sua conta no Instagram. A atriz utilizou a hashtag #publi, indicando o conteúdo pago, e marcou os perfis do Sinal Nacional e da regional DF do sindicato.

Segundo a ata, a presidente do Sinal-DF, Edna Velho, que também é diretora de relações externas da executiva nacional do sindicato, iniciou a reunião destacando a importância de uma “atuação mais incisiva” da entidade nas redes sociais para falar sobre “os riscos da PEC”, sobretudo diante da perspectiva de avanço do texto no Senado.

“Nesse contexto, foi sugerida a contratação da atriz e influenciadora Luana Piovani para participar de campanha de comunicação voltada à crítica da PEC, considerando sua atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”, diz o texto.

Na ata, fica claro que, antes da reunião, a dirigente já havia conversado com a atriz sobre a possibilidade de contratação do trabalho e valores de remuneração.

“A presidente informou sobre a conversa com a profissional e seu alinhamento à posição defendida pelo sindicato, além do valor cobrado pela gravação de um vídeo e postagem no perfil oficial da atriz, esclarecendo que o pagamento somente seria realizado após deliberação deste conselho e apenas em caso de aprovação da proposta”, afirma o documento.

“A proposta da contratação foi colocada em votação com valor de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pela campanha em questão”, acrescenta. Segundo a ata, a contratação e o limite financeiro foram aprovados com cinco votos favoráveis e uma abstenção.

Piovani foi procurada pela Folha na tarde desta quarta-feira (24), por meio de mensagens diretas e por meio de sua equipe no Instagram, mas não houve resposta até a publicação deste texto. Na semana passada, quando procurada para outra reportagem sobre o tema, ela informou que não daria entrevista.

Também na semana passada, o Sinal havia negado pagamento à atriz. Procurada novamente nesta quarta, a entidade não respondeu aos questionamentos.

A Folha teve acesso às atas de outras reuniões que também aprovaram valores para outras campanhas contrárias à PEC. Em 19 de fevereiro, o sindicato autorizou a contratação de um escritório de advocacia para elaborar uma nota técnica com foco nos pontos mais sensíveis para a categoria, pelo valor de R$ 250 mil.

Em 29 de maio, a direção da entidade aprovou a destinação de mais R$ 250 mil para ampliar a campanha contra a PEC, após avaliação de que “a campanha já veiculada em diferentes mídias teve excelente receptividade, alcançando resultados positivos em termos de visibilidade e engajamento”.

A PEC da autonomia financeira do BC foi aprovada em 10 de junho na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e aguarda votação em plenário. Além de opor BC e Ministério da Fazenda, que defende proposta alternativa, a mudança abriu um racha entre os servidores da própria instituição.

No vídeo gravado para as redes, Luana Piovani aparece sentada com uma cristaleira ao fundo e em frente a uma mesa onde se vê um caderno aberto. Ela afirma que está naquele lugar porque é para onde vai quando precisa “ter aquele papo reto”.

A atriz diz então que vai falar sobre um assunto que ela mesma tem dificuldade de entender. “Por isso fiz umas anotações, inclusive tive que dar uma estudada e pedir ajuda aos universitários para poder estar aqui conversando com vocês”, diz.

“No Brasil resolveram criar a roda, estão querendo inovar, gente. Querem colocar o Banco Central independente do governo e sujeito a sofrer influências externas. Gente, isso não tem cheiro de perigo? Me parece um risco gigantesco”, afirma.

A PEC foi apresentada durante a gestão de Roberto Campos Neto e, na primeira versão, havia uma mudança de personalidade jurídica do BC, que deixaria de ser uma autarquia pública para se tornar empresa pública de direito privado.

Os servidores passariam a ser regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e aqueles que não estivessem de acordo migrariam para uma carreira semelhante no funcionalismo público.

Após mudanças, a versão aprovada na comissão do Senado muda o regime jurídico do BC para “entidade pública de natureza especial”, sem alteração no regime trabalhista dos servidores, cuja remuneração segue sujeita ao teto do funcionalismo público federal (hoje em R$ 46.366,19).

O presidente do Sinal, Epitácio Ribeiro, disse na semana passada que até apoia a autonomia em si, mas não na forma prevista na PEC. Segundo ele, a mudança no regime jurídico da autarquia em uma espécie de “autoridade do sistema financeiro”, com funcionamento a ser regulado em lei complementar, deixa em aberto questões como a criação e extinção de carreiras pela própria diretoria do banco.

No entanto, a entidade promoveu em 2024 uma assembleia geral entre todos os servidores, e 74% dos cerca de 4.500 participantes rejeitaram a proposta. Até hoje, a entidade afirma que esse é o posicionamento aprovado pela categoria.

Do outro lado, Thiago Cavalcanti, presidente da ANBCB (Associação Nacional dos Auditores e Procuradores do Banco Central), diz que o texto atual protege as carreiras (que só poderiam ser criadas pelo Legislativo) e dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa.

Além disso, a associação afirma que parte significativa dos votos contrários em 2024 foi dada para pressionar por um texto melhor, e desde então não houve nova consulta aos servidores para capturar a mudança de opinião de membros da carreira. Hoje, segundo pessoas favoráveis à PEC, sondagens não oficiais indicam apoio majoritário à proposta.

Grupo contrário à PEC

Dizem que BC pode deixar de ser autarquia federal; também afirmam que a diretoria poderá criar ou extinguir carreiras

Eles afirmam que versões mais iniciais do texto permitiam emprego de profissionais como celetistas, e não estatutários; os servidores seriam enquadrados em carreiras “congêneres”

Entre as críticas à PEC, servidores afirmam que proposta abriria portas para “captura regulatória”, ou seja, que os bancos e outras empresas regulados pela entidade teriam mais poder para influenciar o BC

Grupo favorável

Dizem que versão mais recente do texto eliminou pontos como contratação por regime CLT e as “carreiras congêneres”
Afirmam que PEC dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa
Defendem que medida tem potencial para aproximar as remunerações do BC à da Receita Federal

Folha de S. Paulo

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Geral

Alvo da PF, Americanas pediu saída da recuperação judicial em março

Screenshot

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) uma operação sobre eventuais irregularidades no rombo financeiro das Americanas. A varejista está em recuperação judicial desde 2023, na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em março deste ano, a Americanas ingressou com um pedido para sair da recuperação judicial. Na época, o CEO da empresa, Fernando Soares, disse à CNN que já havia cumprido 100% do plano previsto.

Durante a divulgação dos resultados da empresa referentes ao 1° bimestre de 2026, a empresa disse que o Ministério Público e o administrador judicial já haviam emitido pareceres favoráveis à saída antecipada da empresa do regime recuperacional.

De acordo com Fernando Soares, os números positivos e um bom fluxo de caixa fizeram com que o pedido de saída fosse adiantado. A solicitação foi entregue à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e é preciso que a Justiça acate.

No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 44 milhões, reduzindo o resultado negativo de R$ 586 milhões contabilizado no final de 2024.

Em fevereiro de 2026, o grupo recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com ⁠valor ​total estimado entre ​R$ 346 milhões e R$ 468 ⁠milhões.

Com isso, a empresa se comprometeu a destinar 60% ⁠do montante ⁠líquido que exceder R$ 200 milhões ‌relativos à venda dos imóveis para amortização ou resgate antecipado das ‌debêntures.

CNN

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Política

50% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, aponta PoderData

Foto: Rafaela Felliciano/Metrópoles

Uma nova pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) aponta o cenário de rejeição e potencial de voto de dois nomes da política nacional: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”. Outros 35% dizem que votariam apenas no petista, enquanto 11% declaram que poderiam escolher seu nome em uma disputa eleitoral.

Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, 48% dizem que não votariam nele em nenhuma hipótese. Já 32% afirmam que ele é o único em quem votariam, enquanto 15% dizem que poderiam considerar o nome do parlamentar.

Os números indicam estabilidade no cenário em comparação com o levantamento anterior, feito no fim de maio. De acordo com a pesquisa, houve apenas variações leves dentro da margem de erro, sem mudanças significativas no comportamento do eleitorado.

O estudo foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2026, com 2.400 entrevistas em 617 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05722/2026.

Opinião dos leitores

    1. Realmente, se a pesquisa fosse nos presídios, a vitória do atual presidente, condenado em três instâncias, seria perto dos 100%…

    2. Tá vendendo a bola de cristal amigo, qual o valor? De antemão, não faça nenhuma necessidade fisiológica em cima, vcs já são imundos por natureza, tudo que toca apodrece é quebra, veja o caso de JAQUES WAGNER.

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Política

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no 2º turno, diz PoderData

Foto: Reprodução

Uma nova pesquisa eleitoral aponta um cenário de forte equilíbrio entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de 2º turno. Segundo levantamento PoderData/Aya, divulgado nesta quinta-feira (25), Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%.

A diferença de três pontos percentuais coloca os dois pré-candidatos dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, configurando empate técnico.

O resultado indica um cenário de disputa apertada e de alta competitividade entre os dois nomes testados, sem vantagem consolidada para nenhum dos lados.

Opinião dos leitores

  1. Em junho de 2022, esse instiutto projetava Lula 52 x 35 Bolsonaro.
    Deu quase empate. Seguindo a lógica… (não que uma vitória de Bolso Filho me empolgue… vai passar uns três anos apanhando se tentar arrumar a casa, pra devolver pra Lula – se o cara lá de baixo não o tiver convocado).

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Polícia

PF prende suspeitos e bloqueia R$ 54 bilhões em bens em investigação das Lojas Americanas

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma nova fase da investigação sobre as fraudes contábeis nas Lojas Americanas, caso que revelou um rombo estimado em R$ 24 bilhões e se tornou um dos maiores escândalos financeiros do país.

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Política

Vereador do PT é preso em operação contra PCC e suspeita de lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução

O vereador da cidade de São Paulo Senival Moura, do PT, foi preso nesta quinta-feira (25) durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) e um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma empresa de transporte público.

A ação faz parte da Operação Última Parada, que também tem como alvo integrantes da facção criminosa e dirigentes da concessionária Transunião.

Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão e 104 mandados de busca e apreensão, cumpridos em cidades de São Paulo, na Grande São Paulo, no interior do estado e em Extrema (MG). Entre os presos estão o vereador e o presidente da empresa, Lourival de França Monário.

As investigações tiveram início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da concessionária, em 2020. A partir desse caso, equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificaram indícios de possível influência do PCC na administração da empresa.

Segundo os investigadores, teria sido identificado um núcleo paralelo dentro da concessionária, responsável por decisões estratégicas e movimentações financeiras. Também há suspeitas de irregularidades na evolução do capital social da Transunião, que teria passado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem comprovação clara da origem dos recursos.

Em 2025, a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema municipal de transporte coletivo. Para os investigadores, parte dessa estrutura pode ter sido usada para dar aparência de legalidade a recursos ligados ao crime organizado.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 194 milhões em contas bancárias, além da indisponibilidade de veículos, imóveis e embarcações ligados aos investigados. Também foi determinado o afastamento da diretoria da concessionária e a comunicação à Prefeitura de São Paulo para possível intervenção no serviço de transporte.

A Operação Última Parada mobilizou cerca de 350 policiais civis, além de promotores do Gaeco e equipes especializadas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise da movimentação financeira do grupo.

Opinião dos leitores

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