Na tarde de hoje, um princípio de rebelião tomou conta do Pavilhão 3 da Penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Segundo informações divulgadas por Vilma Batista, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado (Sindppen), os presos iniciaram o motim logo após a saída das visitas, quebrando cadeiras e tentando dominar o pavilhão.
Graças à rápida intervenção dos policiais penais, a situação foi controlada antes que se agravasse. No entanto, a presidente do sindicato responsabilizou a gestão da administração penitenciária, implementada pela governadora Fátima Bezerra, pela instabilidade no sistema prisional.
De acordo com Vilma Batista, as mudanças na gestão do sistema têm enfraquecido o controle nas unidades prisionais, criando um ambiente propício para situações como esta. “Estão acabando com o sistema prisional”, declarou a representante do Sindppen, alertando para a necessidade de medidas mais efetivas na administração penitenciária do estado.
Um dos presos que fugiu da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, no Complexo de Alcaçuz, foi visto na tarde deste domingo (19) próximo à Ponte Felipe Guerra, sobre o Rio Piranhas-Açu, na BR-304, no limite entre os municípios de Assú e Itajá.
Com a denúncia, policiais foram até o local para averiguar a denúncia e identificaram Gustavo da Rocha Dias, de 30 anos, mas ele escapou do cerco policial ao avistar os agentes de segurança pública.
Durante a fuga, ‘Zé Comeia’, como o criminoso é conhecido, deixou para trás uma bolsa preta, contendo aproximadamente 14 celulares provenientes de roubo através de arrombamento, além de relógios e medicamentos.
Foto: Divulgação
Os policiais intensificaram as buscas na região com o objetivo de localizar e capturar o fugitivo.
O Governo do RN está oferecendo uma recompensa de R$ 5 mil para quem tiver informações dos fugitivos.
Qualquer informação pode ser repassada para o número 190.
*Com informações do Blog do Toni Martins e Portal da 98Fm
Um preso morreu após se envolver em uma briga dentro de uma cela do Presídio Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, Grande Natal, na manhã desta sexta-feira (23). A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte.
Segundo a pasta, o caso aconteceu por volta das 6h. A direção da unidade informou que os policiais penais de plantão ouviram gritos e agiram para controlar uma briga entre dois internos. O autor do crime teria chutado e pisado a cabeça da vítima.
Os agentes precisaram usar “equipamentos de menor potencial ofensivo” na contenção, como gás pimenta.
Ainda de acordo com a Seap, a cela tinha 12 internos, mas apenas dois se envolveram na briga. Um terceiro também teria ficado ferido ao tentar apartar a briga.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Instituto Técnico-Científico de Perícia e a Polícia Civil foram acionados ao local. As informações são do G1.
A Seap ainda informou por meio de nota que os dois internos envolvidos na briga são considerados de alta periculosidade. O Grupo de Operações Especiais (GOE) da Seap foi acionado para reforçar a segurança da unidade prisional.
O Presídio Rogério Coutinho Madruga fica no complexo da penitenciária de Alcaçuz – o maior presídio do Rio Grande do Norte, que se tornou conhecido internacionalmente em 2017, quando uma disputa entre integrantes de facções criminosas rivais presos na unidade resultou em uma chacina que vitimou 27 internos.
Imagens de câmeras de segurança registraram os dois detentos, Ricardo Campelo da Silva, 43 anos, e Gustavo da Rocha Dias, 30 anos, que fugiram da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, nesta terça-feira (30), em uma bicicleta.
Segundo nota divulgada pela Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), as forças de segurança estão mobilizadas para recapturar os detentos.
Nas imagens, eles aparecem usando boné, calças e camisa básica.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, através da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos de Natal (DEFUR/NATAL), capturou na noite desta terça-feira (21), os dois foragidos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta. A prisão ocorreu na Comunidade do Japão, no bairro Quintas, Zona Oeste de Natal.
Na oportunidade, a Polícia Civil localizou Gustavo da Rocha Dias, 29 anos, e Ricardo Campelo da Silva, de 43 anos, ambos condenados pela Justiça. Duas armas de fogo foram apreendidas em posse da dupla, além de munições e celulares. Uma mulher, de 25 anos, também foi presa por furto.
A dupla escapou da unidade prisional no dia 30 de abril de 2024. Desde então, as forças de Segurança Pública realizaram buscas para recapturá-los após 21 dias. Os foragidos foram localizados na Comunidade do Japão, após investigações que apontaram o local como possível esconderijo e uma ligação com suspeitos envolvidos em outros crimes.
Os foragidos foram autuados pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e encaminhados ao sistema prisional.
Pelo menos esses dois vermes não deram tanto trabalho para a polícia, bom seria se os mesmos tivessem reagido a prisão, pois com certeza iriam para o saco e deixariam de dar trabalho e despesa ao contribuinte.
Policiais da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, prenderam nesta quarta-feira, dia 12, a visitante identificada pela Polícia Penal apenas como P.F.F.S., 34 anos, tentando adentrar na unidade prisional com drogas. A suspeita ocorreu quando ela passou pelo bodyscam, equipamento de última geração que usa raios-x para identificar objetos ilícitos escondidos, semelhante aos utilizados nos salões de embarques dos aeroportos.
O diretor da Polícia Penal, Zemilton Pinheiro, explicou que a acusada é cadastrada para visitar o marido, identificado pela Polícia Pelan apenas como R.S., 35 anos, detido no Pavilhão 4 do estabelecimento prisional. “Todos os visitantes passam pela revista do bodyscam. Quando ela passou pelo equipamento, os policiais penais suspeitaram que ela portava objetos ilícitos”, disse.
A suspeita foi levada para uma sala reservada e lá foi feita uma revista minuciosa por policiais femininas. O LSD (110 selos) estavam acondicionados em plásticos e escondido no tornozelo.
Foto: cedida
Traficar drogas em unidade prisional tem pena majorada de um sexto a dois terços segundo a lei. O mesmo ocorre quando o tráfico é cometido em instituições de ensino ou hospitalares, em sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, assim como em locais de trabalho coletivo.
O caso foi encaminhado pela direção da unidade prisional para a Polícia Civil que tomara as medidas cabíveis. A acusada confessou aos policiais que a droga seria entregue ao marido preso.
Só queria saber de onde vieram os 1741 votos do sistema prisional para o MILICIANO. Disseram que bandido vota em bandido. Bem que minha mãe dizia: “Macaco não olha para o rabo.” LULA13
A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) informou que fará um pedido de reconsideração a 1ª Vara de Execução Penal, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), para a revogação da interdição da penitenciária Rogério Coutinho Madruga, pavilhão nº 2 de Alcaçuz.
Após a tentativa de fuga de presos do Pavilhão nº 2, no dia 21 de maio, a SEAP remanejou provisóriamente todos os 109 internos do Pavilhão nº 2 para o Pavilhão nº 1. A secretaria ainda explica que a medida foi necessária para avaliar toda a estrutura física e as rotinas de segurança do local.
Atualmente a penitenciária Madruga possui 607 detentos. De acordo com a SEAP, capacidade máxima permitida no local é de 900 vagas.
Decisão do TJRN
Nesta quinta-feira (6), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinou a interdição parcial da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, proibindo o recebimento de novos presos, provisórios ou condenados, no estabelecimento prisional. A decisão foi assinada pelo juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, da 1ª Vara Regional de Execução Penal.
Entre os argumentos utilizados pelo juiz para proibir a entrada de novos presos na unidade está o fato de que atualmente a Penitenciária recolhe 607 presos em um só pavilhão, embora tenha sido construído para abrigar 402 internos. Somado a isso, a Unidade prisional tem em entre seus apenados integrantes e lideranças das três facções criminosas mais atuantes no Rio Grande do Norte.
Imagens do circuito de segurança da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, no Complexo de Alcaçuz, mostram o momento da fuga dos presos Gustavo da Rocha Dias, 30 anos e Ricardo Campelo da Silva, 43 anos, na última terça-feira (30). pic.twitter.com/Gz2d7aHMAO
Câmeras de monitoramento flagraram o momento da fuga dos presos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal, na última terça-feira (30). O conteúdo foi divulgado nesta quinta-feira (2) pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap-RN). Nas imagens, é possível ver que a dupla abre a porta da oficina onde trabalhavam, que deveria estar fechada e não estava, e saem andando pelo pavilhão 2 do presídio.
Os indivíduos, identificados como Gustavo da Rocha Dias, 30 anos; e Ricardo Campelo da Silva, 43 anos, seguem foragidos. De acordo com a Seap, os presos foram vistos recentemente numa área de praia nas proximidades da Praia de Cotovelo. A secretária segue com operação para recaptura dos dois.
A secretaria está apurando eventuais negligências de policiais penais na fuga dos dois presos. A pasta disse ainda que antes da fuga já havia identificado a entrada de celulares na unidade, mesmo com aparelhos body scans funcionando. Foram pelo menos três aparelhos apreendidos.
O titular da Seap, Helton Edi Xavier, disse que os presos trabalhavam numa oficina de manutenção e saíram andando pela unidade sem grandes dificuldades até chegar a pista. “Preso não pode sair sozinho”, disse ele.
O secretário informou que os presos não eram classificados para trabalho, mas sim sendo selecionados de maneira subjetiva. Ele ainda adiantou que a Seap está em vias de implantação de uma classificação dos presos nas unidades penais do RN, com alguns presos já sendo classificados mediante um processo interno.
“Apesar de já termos classificados alguns presos desse presídio, esses dois não tinham passado por esse processo. E por quais razões eles estavam trabalhando? Porque há uma praxe no país inteiro de se selecionar pessoas para o trabalho de forma subjetiva que é justamente o contrário do processo de classificação”, afirmou o secretário.
Uma operação da Polícia Penal realizada nesta terça-feira (16) identificou um plano de fuga de presos da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, no Complexo de Alcaçuz, em Nísia Floresta. O município fica na região metropolitana de Natal.
Seis presos vão responder a uma sindicância e poderão ter as penas aumentadas, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Durante uma fiscalização às celas, os agentes identificaram um dano na estrutura da grade, por onde ocorreria uma tentativa de fuga. Segundo a assessoria da pasta, mais detalhes sobre o tipo de dano não serão divulgados por segurança.
Segundo a Seap, a cela em que o dano foi localizado é a carceragem onde são colocados os presos indisciplinados. De acordo com o órgão, os criminosos suspeitaram do plano de fuga por causa das faltas recentes cometidas por alguns apenados.
A direção da penitenciária acredita que alguns presos cometeram atos de indisciplina para serem colocados na cela e danificar a grade.
Durante a fiscalização, os detentos foram levados ao pátio e os servidores revistaram cadeados, grades, paredes, teto, piso, pias, vasos e as instalações das celas, corredores e áreas de convivência. O Rogério Coutinho não registra fuga há mais de quatro anos.
A Seap informou que determinou providência para reforçar a segurança interna e externa e a direção do Rogério Coutinho adotará novas medidas para frustrar esse tipo de tentativa.
“Dada a dimensão da operação, as visitas de familiares de presos e o atendimento dos advogados foram suspensos na unidade”, informou a secretaria.
Ainda de acordo com a Seap, um dos presos que planejavam a fuga é envolvido na Operação Carteiras do Ministério Público, que prendeu advogados e deu nova voz de prisão a apenados por trocas de mensagens entre presos e membros de facções criminosos que estão nas ruas.
O homem era um dos detentos que recebiam mensagens por meio dos advogados.
Operação da Polícia Penal realizada nesta terça-feira (16) sob coordenação da Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP), identificou e frustrou um plano de fuga de presos da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, no Complexo de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Um dos detentos que planejava a ação recebeu mensagem de um dos advogados envolvidos na Operação Carteiras do Ministério Público. Além dele, outros cinco responderão a sindicância e devem ter as penas aumentadas.
A ação é um reforço na rotina de segurança das unidades prisionais do Estado. Na fiscalização, os detentos são levados ao pátio e os servidores revistam cadeados, grades, paredes, teto, piso, pias, vasos e as instalações das celas, corredores e áreas de convivência.
Em uma das carceragens, os agentes identificaram um dano na estrutura por onde ocorreria uma tentativa de fuga. A cela é justamente aquela utilizada para conter os presos indisciplinados. E levantou suspeita por causa das faltas recentes de alguns apenados. A direção da penitenciária acredita que alguns presos cometeram atos de indisciplina para serem contidos na cela danificada.
A SEAP determinou providência para reforçar a segurança interna e externa. A direção do Rogério Coutinho adotará novas medidas para frustrar esse tipo de empreitada criminosa. Dada a dimensão da operação, as visitas de familiares de presos e o atendimento dos advogados foram suspensos na unidade. O Sistema Prisional do RN está sob controle e seguro, sem registro de fuga, rebelião ou motim há mais de um ano.
Penitenciária de Alcaçuz, maior unidade prisional do RN — Foto: Pedro Vitorino
A advogada presa em flagrante na quinta-feira (30) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, com bilhetes que foram repassados a dois detentos, está proibida de frequentar unidades prisionais. A decisão judicial foi tomada em audiência de custódia realizada na tarde desta sexta (1º), após requerimento do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).
Pela decisão, a advogada também está proibida de frequentar unidades prisionais durante a tramitação do processo. Ela teve suspenso o exercício da advocacia em casos criminais.
Além disso, a advogada terá de comparecer uma vez por mês ao fórum para informar e justificar atividades. Ela está proibida de deixar Natal sem autorização judicial por mais de 8 dias, enquanto durar o processo. A advogada também deve informar à Justiça eventual mudança de endereço, além de comparecer a todos os atos do processo e não reiterar práticas delitivas, sob pena de conversão da medida cautelar em prisão preventiva.
Os dois detentos que trocaram bilhetes com a advogada tiveram prisões preventivas decretadas e permanecem no presídio de Alcaçuz.
A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) informou que, nesta terça-feira (30), ocorreu a fuga de dois apenados da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta.
As forças de segurança estão mobilizadas para recapturar os detentos. Trata-se dois internos qualificados para serviços. A Seap deu início à apuração das circunstâncias da fuga.
Os fugitivos escaparam do pavilhão 5 da penitenciária por uma região de mata próxima ao presídio.
Informações que possam levar a recaptura dos foragidos devem ser repassadas através do Disque Denúncia 181 ou pelo 190.
O nosso belíssimo estado está entregue as BARATAS, de segurança “MÁXIMA” A “SEGURANÇA” mínima, GD vai tocando e torcendo para eleger “prefeitos” na TABUA DE PIRULITO que estamos, de buraco em buraco, vamos fazer a engorda de ponta negra.
Capturados por policiais civis na noite de terça-feira (21), os criminosos foragidos da penitenciária Rogério Coutinho Madruga, Gustavo da Rocha Dias, 29 anos, e Ricardo Campelo da Silva, de 43 anos, prestaram apoio logístico para uma associação criminosa em um roubo, cometido em Natal, cujo prejuízo chegou a R$ 1 milhão. A informação foi divulgada pela delegada Isabela Turl, da Delegacia de Furtos e Roubos (Defur). A investigação deflagrada em função do crime ajudou as forças policiais a encontrar o paradeiro dos homens.
De acordo com Isabela, o crime em questão ocorreu na última semana e foi cometido contra uma pessoa física. “Durante a investigação deste roubo, surgiu uma linha investigativa de que os foragido haviam prestado apoio logístico para que a associação criminosa cometesse o roubo. A partir daí, a gente conseguiu diligenciar, confirmar e localizar o paradeiro dos dois”, relatou. A delegada também informou que as informações policiais apontam que eles estavam na comunidade Novo Horizonte (antiga favela do Japão), localizada na zona Oeste de Natal, há alguns dias.
Além de Gustavo e Ricardo, uma outra mulher (foragida por furto e rompimento de tornozeleira eletrônica) foi presa durante a ação de terça-feira. Os criminosos também foram enquadrados por porte ilegal de armas, durante a captura. Quanto ao apoio recebido pela dupla foragida, a delegada relatou que outros indivíduos além da mulher presa os ajudaram com comida e moradia, mas ainda não foram identificados. A investigação do roubo milionário cometido na capital potiguar segue em andamento.
O secretário da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Elton Edi Xavier, afirmou que depoimentos da dupla ajudará as forças penais na prevenção a novas fugas. O secretario reforçou a condição de um dos fugitivos, que ainda não havia sido classificado, dentro da norma penitenciária, como apto. “Ele prestava um serviço dentro da unidade, mas ainda não havia passado pelo nosso processo de classificação. Caso tivesse passado, certamente não estaria apto para exercer qualquer atividade dentro do sistema prisional”, lembrou.
A fuga gerou ações dentro da penitenciária Rogério Coutinho Madruga. Xavier informou que todos os presos dentro da unidade que prestavam algum serviço foram classificados. A ideia é realizar a classificação de todos os detentos do sistema prisional do Estado até o fim de 2024. “Os presos que se encontravam na mesma condição dentro da unidade já foram classificados. Nós classificamos 2 mil em um universo de 12 mil. Mas até o final do ano, queremos classificar toda a população (carcerária) para trazer mais segurança no trabalho penal”, disse.
Ricardo Campelo da Silva, de 43 anos, um dos presos que fugiram da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na tarde desta terça-feira (30), já foi preso em 2012. Ele foi suspeito de integrar uma quadrilha que assaltava residências e roubos de joias.
Segundo uma matéria publicada na Tribuna do Norte, em maio de 2012, Ricardo e mais duas pessoas foram presas no bairro da Ribeira, na zona Leste de Natal, após roubarem algumas joias de um comerciante no bairro do Tirol.
De acordo com o 3º Batalhão da Polícia Militar, Rogério e Gustavo eram classificados como criminosos de menor periculosidade. Eles possuíam um histórico de serviços prestados dentro do presídio.
Relembre o caso:
No dia 22 de maio de 2012, três pessoas, entre eles Ricardo Campelo da Silva, roubaram algumas joias de comerciante do bairro do Tirol, na zona Leste de Natal.
Equipes da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos (Defur) da época prenderam os três, que eram suspeitos de integrar uma quadrilha de diversos crimes, como assaltos a residências e roubos de joias.
Além de Ricardo Campelo, a Defur prendeu Samuel Luiz Nunes da Costa e Débora Diana Santos de Araújo. Um outro homem identificado como Severino Ferreira Neto estava foragido pela policia. Segundo os suspeitos, Severino Neto foi o mentor dos assaltos realizados pela quadrilha.
Na abordagem realizada pela polícia também foi apreendida uma pistola calibre 380.
O Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE-RN) entraram com uma ação civil pública contra a União e o Estado do Rio Grande do Norte por se omitirem na apuração de 19 desaparecimentos de detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, durante a rebelião ocorrida em janeiro de 2017.
Não se sabe, até hoje, o paradeiro desses 19 presos que estariam na unidade prisional quando a rebelião eclodiu, marcada por brigas de facções criminosas que resultaram em massacres e levaram, pelo menos, 26 detentos à morte.
O objetivo da ação é responsabilizar os gestores pela falta de medidas efetivas para esclarecer a situação desses presos desaparecidos e obter a reparação integral dos danos materiais e morais causados aos familiares das vítimas, além da adoção de medidas que impeçam a repetição das cenas de caos observadas há oito anos na penitenciária.
A ação tramita na Justiça Federal do Rio Grande do Norte e pode resultar em condenações à União e ao Estado por danos morais e coletivos, além da imposição de medidas estruturais para evitar que situações similares voltem a ocorrer.
Responsabilidade
A ação é assinada pelo procurador da República Fernando Rocha, pelo defensor público estadual Rodrigo Gomes e pelas defensoras públicas federais Carolina Soares e Flávia Fernandes. Segundo a peça, o Estado do Rio Grande do Norte falhou na gestão do sistema prisional, permitindo a rebelião e não adotando providências efetivas para evitar mortes e desaparecimentos.
A União, por sua vez, conforme indicado na ação, foi negligente na fiscalização e no cumprimento de compromissos internacionais de direitos humanos, incluindo a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado, à qual o Brasil aderiu em 2007.
Medidas
Além da responsabilização dos gestores, a ação também requer que sejam adotadas medidas concretas para localizar os desaparecidos e garantir transparência na investigação. Entre as providências previstas na ação estão:
criação de um plano de contingência para crises no sistema prisional;
fortalecimento dos mecanismos de controle externo sobre as unidades prisionais;
implementação de tecnologias de monitoramento, como câmeras e drones;
fornecimento de informações contínuas às famílias das vítimas;
implementação de um banco de dados genéticos para identificação de possíveis vítimas; e
adoção de um sistema de registro eficiente de movimentação dos detentos.
Violação
A investigação do MPF teve início a partir de relatórios do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), que identificou indícios de desaparecimento de internos, além de relatos sobre a incineração e descarte de corpos em fossas sépticas.
O inquérito conduzido pelo MPF apontou a ausência de perícia adequada, falhas na preservação da cena do crime e contradições nos dados oficiais sobre foragidos, mortos e desaparecidos.
Para os autores da ação, a omissão do estado e da União configura uma grave violação aos direitos fundamentais dos detentos e seus familiares. “Não se trata apenas de um problema administrativo, mas de um cenário de desaparecimento forçado, crime reconhecido internacionalmente como uma das mais severas violações de direitos humanos”, ressalta Fernando Rocha.
A Presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN), Vilma Batista rebateu a declaração do secretário da Administração Penitenciária do Estado (Seap-RN), Helton Edi Xavier, sobre haver indícios de negligência que podem ter contribuído para a fuga dos detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, no dia 30 de abril. Para a representante da categoria, foi o titular da pasta que agiu com negligência.
Antes da fuga, os detentos Ricardo Campelo da Silva e Gustavo da Rocha Dias estavam na chamada “oficina dos trabalhadores”, um tipo de cela onde os apenados ficam no horário do almoço. De acordo com o secretário, eles escaparam da unidade por volta das 12 horas, durante o almoço. As imagens apontam que os dois fugitivos não tiveram dificuldade para abrir a porta dessa cela, cuja porta deveria estar trancada. “Eles ficam trancados no horário de almoço e o que a gente percebe, pelo menos nesse primeiro momento, é que não houve dificuldade (de abrir a porta)”, disse Helton Edi.
Em entrevista nesta sexta-feira, 3, Vilma Batista disse que a fuga ocorreu em decorrência do efetivo deficitário de policiais presentes na penitenciária. “O secretário sempre foi consciente e nada fez para aumentar o efetivo daquela unidade, onde temos 602 presos, três organizações criminosas se digladiando todos os dias”, pontuou ela.
Para ela, o secretário foi negligente ao não aumentar o número de policiais na unidade. “O secretário coloca vários presos para trabalhar sem a devida vigilância, porque esses presos que fugiram estavam em uma oficina sem a devida vigilância porque não tem como 20 policiais penais, que estavam em serviço, ficar um só no monitoramento olhando 80 câmeras”, disse.
A Seap informou que afastou quatro policiais penais e que abriu uma sindicância e um processo administrativo disciplinar para apurar se houve negligência por parte dos policiais. Vilma, por sua vez, pediu o afastamento de Helton Edi Xavier.
“O secretário não tem conhecimento algum do sistema prisional, muito menos de segurança pública. Com certeza ele iria dar essa satisfação política do que aconteceu, quando na verdade o negligente sempre foi e é o secretário. Eu acho que o afastamento [dos policiais] foi uma forma administrativa que ele encontrou de tentar camuflar a ingerência da gestão. Nós, inclusive, pedimos que a governadora afaste o próprio secretário. Porque se os policiais estão sendo afastados para apurar o que aconteceu, ele também deve ser afastado para saber porque ele não tomou as providências”, afirmou.
Honestamente, o que faz uma governadora escolher um Policial Rodoviário para cuidar de prisões? É natural que ele não entenda do assunto, afinal, não é do seu cotidiano. Escolha bastante equivocada. Como se não bastasse, ainda tem a antipatia da tropa.
Vixe, será que vai voltar àqueles tempos de rebeliões e fugas? Pelo visto…