



Foto: Reprodução
O secretário estadual de Infraestrutura Gustavo Coelho soltou uma nota ontem negando que o Governo do Estado tivesse determinado o fechamento do Aeródromo de Mossoró. O Blog do BG comprovou com documentos oficiais que essa versão não é verdadeira.
Na presa de negar os fatos, Gustavo Coelho criou uma crise que expôs o Governo do Estado, a própria governadora Fátima Bezerra (PT) e fez ela e sua gestão passarem vergonha e sairem como mentirosos nessa história.
O secretário só esqueceu de informar em sua nota oficial que o aeródromo só foi fechado porque o Governo do Estado questionou a validade do convênio que permitiu a regularização do equipamento e pedir a revisão da situação junto à Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).
Na prática, isso significa que, sim, o fechamento da unidade é responsabilidade do Governo do Estado, que além de não fazer nada para recuperar o equipamento ainda atrapalha quem investiu tempo, trabalho e dinheiro no aeródromo, que só tinha sido reaberto graças à iniciativa da Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó.
Foto: Reprodução
O Blog do BG teve acesso ao Ofício nº 512/2026, enviado pela Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC), datado de 3 de agosto, comunicando oficialmente a suspensão das operações do Aeródromo de Caicó. O documento suspende os efeitos da portaria que havia autorizado sua reabertura no dia 1º de julho pela Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó.
O ofício comprova que a decisão foi tomada após o Governo do Estado questionar a validade do convênio que permitiu a regularização da unidade e pedir a revisão da situação junto à Anac. A Secretaria de Infraestrutura (SIN-RN) havia negado em nota oficial que a gestão Fátima Bezerra (PT) tivesse determinado o fechamento do aeródromo.
A Anac informa no ofício que a suspensão permanecerá em vigor até que a Secretaria Nacional de Aviação Civil, ligada ao Ministério de Portos e Aeroportos, se manifeste sobre o objeto, a vigência e os efeitos do convênio. Apenas após essa análise a agência adotará uma decisão definitiva sobre a situação cadastral do aeródromo.
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (4/8), nova fase da Operação Sem Desconto para apurar a suposta prática do crime de lavagem de dinheiro no âmbito das investigações sobre fraudes relacionadas a descontos em benefícios do INSS. Entre os alvos, estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. A fraude foi revelada pelo Metrópoles.
Ao todo, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão.
Segundo a Polícia Federal, as investigações avançaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas com o uso de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.
As diligências desta fase buscam reunir documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado.
A Operação Sem Desconto apura um suposto esquema envolvendo descontos irregulares em benefícios previdenciários. Nesta etapa, a investigação concentra esforços na apuração de possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.
Metrópoles
Foto: Reprodução / Poder360
O ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, confirmou nesta 2ª feira (3.ago.2026) ter recebido valores da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Roberta é citada na investigação de fraudes na Previdência Social e prestou serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que está preso desde 12 de setembro de 2025.
Em nota enviada à imprensa para comentar a reportagem do Poder360 que revelou as transações, Marcola afirma que os pagamentos foram um empréstimo pessoal e que já foi quitado entre as partes. Marcola diz que o Poder360 tratou a operação como “algo ilegal”, mas em nenhum momento a reportagem fala em ilegalidades.
Marcola não informou o valor dos pagamentos recebidos de Roberta. O Poder ouviu que os valores eram na casa dos R$ 80.000, mas essa informação não pode ser confirmada e nem a frequência dos pagamentos.
Eis a íntegra da nota de Marcola:
“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”.
Foi o chefe de Gabinete de Lula de janeiro de 2023 a 31 de julho, praticamente todo o 3º mandato do petista. Era uma pessoa de total confiança do petista. Acompanha Lula há anos e tinha responsabilidade de fazer a agenda de compromissos do presidente. Também era a pessoa comissionada para ficar com um telefone celular para atender as chamadas que chegavam para o chefe.
O Poder360 confirmou a informação sobre as transferências de dinheiro de Roberta para Marcola com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. O fato foi tema de conversa de bastidores entre integrantes da cúpula do PT durante a convenção de lançamento de Lula à reeleição, no último sábado (1º.ago.2026).
Há apreensão entre petistas, pois o tema “corrupção” tem se mostrado aderente ao atual governo, de forma negativa, e pode prejudicar a campanha presidencial do partido.
O nome da empresária ganhou os holofotes durante as investigações sobre as fraudes na Previdência Social e sua proximidade com o Careca do INSS, apontado pela PF como um dos responsáveis por um esquema de desvios de recursos de fundos de pensão.
Roberta também é amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. No início do inquérito sobre as fraudes no INSS, em abril de 2025, Lulinha e Roberta foram citados como possíveis participantes do esquema –o que ambos negam.
Lulinha é alvo de 3 inquéritos, inclusive um em que é investigado pela Polícia Federal por tráfico de influência. O Poder revelou em 4 de dezembro de 2025 que Lulinha é suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.
Em maio de 2026, Roberta deu uma entrevista e disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS. Disse que se tratou de um gesto de “boa educação” e negou ter intermediado negócios entre eles: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais”.
Ao longo das investigações, a PF já identificou ao menos 6 viagens realizadas por Roberta e por Lulinha em que as reservas de ambos foram registradas sob o mesmo código localizador das passagens de avião. Os 2 foram para Portugal em junho de 2024 e percorreram outros 5 trechos nacionais, aqui no Brasil, de abril a junho de 2025. As viagens são consideradas pela PF como indícios da relação de amizade entre Roberta e Lulinha.
Sobre os pagamentos feitos a Marcola, o advogado de Roberta Luchsinger, Roberto Podval, disse: “Em respeito ao próprio ministro André Mendonça, responderemos a todas as questões nos autos do inquérito que, até o momento, ainda não tivemos acesso”.
Poder360

Edilson Rodrigues / Agência Senado
Conversas da lobista Roberta Luchsinger obtidas pela Polícia Federal mostram o planejamento de ações para “abrir portas” no governo federal aos negócios do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, investigado por suspeita de liderar um esquema de desvios de aposentadorias e pensões. Os diálogos foram usados para embasar as novas investigações sobre a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula. Roberta é amiga de Lulinha, como é conhecido Fábio Luís.
Nos diálogos, o Careca do INSS sugere a Roberta que ela buscasse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), menciona acesso a diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cita uma investida na Datapreve diversos outros negócios que seriam oferecidos ao governo federal. Lulinha é alvo de dois inquéritos abertos pela Polícia Federal com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev.
O Estadão teve acesso a relatórios da PF produzidos no final do ano passado contendo mensagens inéditas trocadas entre Roberta Luchsinger e o Careca do INSS. O material, em conjunto com outros elementos obtidos da quebra do sigilo telemático de Roberta, foi usado pela PF para pedir a abertura das investigações sobre tráfico de influência de Lulinha e seus aliados no governo do pai dele. Os inquéritos foram abertos na semana passada.
Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele “não tem relação direta ou indireta com os negócios de Roberta Luchsinger”, classificou as investigações da PF de “pesca probatória” e disse que a abertura de novos inquéritos sobre outros assuntos comprova que não foi encontrada nenhuma relação do filho do presidente com os desvios do INSS. A defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou. A advogada do Careca do INSS, Danyelle Galvão, afirmou que a defesa não teve acesso à investigação nem ao conteúdo do celular dele e por isso não iria se manifestar. Alexandre Padilha afirmou por meio de sua assessoria que não recebeu Roberta nenhuma vez no Ministério da Saúde após ter assumido a pasta em março de 2025 (leia ao final).
As conversas ocorreram a partir de maio de 2025, pouco depois que o Careca do INSS havia sido alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Por causa disso, ele passou a discutir com Roberta Luchsinger um plano de colocar outras pessoas à frente dos negócios, depois que ele foi exposto por causa da operação policial. Mesmo assim, o Careca do INSS continuou fazendo planos para o avanço dos negócios com o governo federal.
Em 8 de maio de 2025, o Careca do INSS enviou uma longa mensagem a Roberta Luchsinger resumindo todos os planos de negócios discutidos entre eles. Na mensagem, ele cita um negócio de cannabis medicinal que tentava implantar no Brasil e afirma que atuava também para um laboratório químico de Goiás na prospecção de negócios no Ministério da Saúde para venda de kits de dengue e de um suplemento alimentar infantil. A PF já abriu um inquérito para apurar se esses negócios na área da Saúde tiveram a participação de Lulinha e resultaram em crimes de tráfico de influência e outros delitos.
Estadão

Reprodução / CNN
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Em uma análise realizada na CNN Brasil, o jornalista William Waack comentou sobre um possível interesse do Supremo Tribunal Federal (STF) nas eleições devido a uma “luta pelo poder”.
“”A todos vale a presunção de inocência, e por isso que não se pode tratar Lula, filho do presidente Lula, ou qualquer outra pessoa, chamado como culpado até seja investigado, caso necessário, julgado, eventualmente condenado.”, afirmou o jornalista.
Ainda de acordo com Waack, do ponto de vista político, porém, a abertura de um terceiro inquérito da Polícia Federal contra o filho do presidente por suspeita de tráfico de influência já causou considerável abalo político.
”Não, não é só a questão eleitoral, isso aí é para lá de óbvio. É a oposição ao presidente, mas não é só isso. É a questão do funcionamento das instituições de Estado, é isso que está em jogo agora.”, disse o apresentador da CNN.
Waack disse ainda que é no Supremo que se concentram hoje não só as investigações dos principais escândalos do país, assim como personagens centrais das investigações, como o Careca do INSS, que surge com insistência numa espécie de triangulação envolvendo Lula e a empresária amiga, segundo as investigações da Polícia Federal.
”O interesse do Supremo nisso tudo é político. Uma das alas da corte tem enorme apreensão com as eleições, portanto, com tudo o que possa influenciar de alguma maneira nessa decisão… E qual o interesse do STF nas eleições? A sobrevivência do grupo”, concluiu o jornalista.
Durante a audiência com representantes do Governo Fátima Bezerra (PT) nesta segunda-feira (03), na Governadoria em Natal, lideranças sindicais ouviram relatos que os deixaram apreensivos, em relação às dificuldades para funcionários ativos e inativos do Estado. Um cenário que tinha sido previsto e antecipado pelo vice-governador Walter Alves (MDB). Em vários pronunciamentos nos primeiros meses do ano, ele previu atrasos salariais e maior comprometimento do erário, com agravamento de crise fiscal.
De acordo com o blogueiro Carlos Santos, em uma audiência foi deixado claro que a regularização dos empréstimos consignados com repasses às instituições financeiras, só deverá ocorrer até 10 de dezembro. A promessa era de que tudo seria normalizado até dezembro de 2025. Bateu um ano que estado recolhe do servidor e não repassa em dia aos bancos/financeiras mês a mês.
Em relação ao 13º salário, ainda não há previsão de pagamento, embora a legislação estabeleça o prazo até 20 de dezembro. Nos últimos anos, parte desse compromisso tem ficado para o início de janeiro do exercício financeiro seguinte.
Sobre pagamento salarial que tem atrasado, com especial problema para aposentados e pensionistas é previsto que o problema vai continuar.
Rombo
O déficit financeiro/mês do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN) é de cerca de R$ 150 milhões, enquanto o déficit atuarial total (a dívida acumulada para garantir pagamentos futuros) passa de R$ 55,94 bilhões.
“A chance de atraso salarial é zero”, chegou a afirmar em entrevistas o atual pré-candidato a governador pelo governismo, então secretário de Estado da Fazenda, Cadu Xavier (PT).
A governadora Fátima Bezerra foi até mais além, julgando que tudo estava sob controle, além de acusar o vice-governador de participar de manobra para favorecer a oposição, ao não aceitar assumir governo.
Diante desse cenário, o mínimo que Cadu e Fátima deveriam fazer seria pedir desculpas ao ex-vice governador Walter Alves.
Blog Carlos Santos
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Uma confusão envolvendo jipeiros foi registrada na manhã desta segunda-feira (3), em Ponta Negra. De acordo com relatos de testemunhas, a discussão evoluiu para agressões físicas entre os envolvidos.
Segundo as informações que circulam nas redes sociais, um dos participantes seria policial penal e estaria armado no momento da confusão. Apesar da tensão, não houve registro de disparos ou de feridos graves.
Logo após o incidente, imagens que circulam nas redes sociais mostram um veículo da Polícia Penal na região onde a confusão aconteceu. No entanto, não há confirmação oficial de que a presença do veículo esteja relacionada diretamente à ocorrência.
O episódio chama a atenção para a necessidade de medidas que evitem novos confrontos entre grupos de jipeiros, especialmente para impedir que situações como essa possam resultar em consequências mais graves.
Até o momento, não foram divulgadas versões oficiais sobre o caso nem informações sobre eventuais providências adotadas pelas autoridades.
Todo Natalense
Arte / Metrópoles
A dois meses das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em oito estados no primeiro turno, de acordo com pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente. Em outras seis unidades da Federação, a disputa entre presidenciáveis se mostra acirrada e registra empate técnico, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera em dois estados.
O levantamento do Metrópoles considerou pesquisas eleitorais divulgadas nas últimas duas semanas em 16 estados brasileiros. Portanto, 11 unidades da Federação ficaram fora: Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
O cenário atual indica indefinição nos maiores colégios eleitorais e principais palanques almejados pelos presidenciáveis. Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — que concentram 63,3 milhões de eleitores —, as pesquisas registram empate técnico.
Nos casos de São Paulo e Rio de Janeiro, o filho de Jair Bolsonaro lidera numericamente, dentro da margem de erro, segundo levantamentos Genial/Quaest divulgados na última semana. Já em Minas Gerais, Lula aparece à frente por um ponto de diferença.
Os dados também mostram a hegemonia do petista em estados da Região Nordeste, com índices acima de 50% em Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Significa que, se a eleição fosse hoje e dependesse desses estados, acabaria no primeiro turno.
Entre os estados analisados, Flávio lidera em dois deles — no Acre, ele venceria no primeiro turno, de acordo com sondagem da AtlasIntel publicada na segunda-feira (3/8).
Metrópoles
Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi
O Rio Grande do Norte registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor aplicação de recursos próprios em saúde dos últimos dez anos. A informação foi divulgada pelo jornal Tribuna do Norte, com informações do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), que apontou que o Estado destinou 7,04% das receitas vinculadas à área até junho. O resultado ocorre em meio às discussões sobre a situação fiscal do Estado e, segundo especialistas, amplia os desafios para o financiamento da rede pública de saúde.
O percentual de 7,04% mostra quanto das receitas de impostos e transferências constitucionais foram efetivamente aplicadas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), conforme determina a Lei Complementar nº 141/2012, que deve atingir 12% até o final do ano.
O número representa a parcela das receitas de impostos e transferências constitucionais que já foi destinada à saúde ao longo do exercício. Quanto maior o percentual, maior a proporção da arrecadação própria do Estado aplicada em ações e serviços públicos de saúde.
O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Arthur Néo, explica que adiar a execução orçamentária da saúde para os últimos meses do ano aumenta os riscos para o funcionamento da rede de atendimento. “O Estado precisará praticamente dobrar o ritmo de execução orçamentária no segundo semestre. Isso gera gargalos burocráticos, pressão sobre as comissões de licitação e maior risco de contratações apressadas e ineficientes”, afirma.
Ele também avalia que a saúde pública depende de um fluxo contínuo de recursos e não pode ser tratada como uma despesa que pode ser postergada sem impactos diretos sobre a população.
“A concentração de liquidações no final do ano costuma resultar em um volume elevado de obrigações inscritas em restos a pagar. Se não houver disponibilidade financeira correspondente ao fim do ano, transfere-se o ‘déficit oculto’ para o ano seguinte, empurrando a crise fiscal em bola de neve”, afirma Néo.
As despesas em saúde somaram R$ 668 milhões nos seis primeiros meses de 2026. Em 2026, o valor mínimo que deve ser aplicado até o final do ano em saúde é de R$ 1,138 bilhão, aponta o RREO. Até 2023, o Estado chegava ao fim do primeiro semestre com cerca de 11%. Desde 2024, o índice vem caindo.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse que a não regularização dos sequestros judiciais realizados na conta única do Estado impacta diretamente o percentual. E, durante os primeiros meses do ano, é priorizado o pagamento de despesas inscritas em restos a pagar.
A Sesap informou ainda que vem adotando medidas para cumprir o mínimo constitucional de aplicação em saúde até o fim do ano. Entre elas estão o monitoramento da execução orçamentária, a aceleração da liquidação de despesas e a regularização dos bloqueios e sequestros judiciais.
A Tribuna do Norte questionou a pasta sobre quanto foi pago em restos a pagar no primeiro semestre de 2026. Mas não houve resposta.
Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo, a redução dos investimentos se reflete na escassez de insumos, na sobrecarga das equipes médicas e no represamento de atendimentos. “A gestão dos recursos da saúde exige prioridade absoluta, planejamento rigoroso e responsabilidade contínua”, defende.
Para o conselho, embora a situação fiscal do Estado possa afetar a capacidade de custeio e investimento, a saúde deve ser tratada como prioridade orçamentária. “Quando restrições fiscais passam a comprometer a manutenção básica de hospitais, o abastecimento de medicamentos e a regularidade do pagamento de prestadores e profissionais, fica claro que a crise financeira ultrapassou os limites administrativos e atingiu a ponta do atendimento”, revela Melo.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento sobre a aplicação de recursos na saúde para acompanhar a execução orçamentária e financeira dos recursos destinados à Sesap.
O procedimento considera que o RN tem apresentado evolução abaixo da esperada no cumprimento do percentual mínimo constitucional de aplicação em saúde. Segundo o Ministério Público, o Estado vem registrando uma média de investimentos próprios em ASPS inferior à de outros estados do Nordeste.
No documento, a promotoria destaca que a previsão orçamentária para a saúde em 2026, apresentada durante reunião do Conselho Estadual de Saúde, foi de R$ 3,579 bilhões, equivalente a 12,5% das receitas estaduais estimadas para o setor.
O procedimento também menciona preocupações levantadas por conselheiros estaduais de saúde durante a discussão do orçamento de 2026, incluindo a redução de dotações previstas para algumas áreas em comparação com a Lei Orçamentária de 2025 e a necessidade de diálogo com parlamentares sobre os recursos destinados ao setor.
Diante desse contexto, o Ministério Público mantém o acompanhamento da execução orçamentária da saúde para verificar se o Estado assegura recursos suficientes para garantir a prestação dos serviços. Uma nova reunião deve acontecer no dia 6 de agosto para discutir o tema.
Saúde tem dívida de R$ 545 milhões
A Sesap acumula R$ 545,31 milhões em restos a pagar processados, que correspondem a despesas já liquidadas — ou seja, com o serviço prestado ou o bem entregue, mas que ainda aguardam pagamento.
Para o economista Arthur Néo, o baixo percentual de aplicação de recursos na saúde reflete a crise fiscal enfrentada pelo Estado. “Do ponto de vista da economia do setor público, esse indicador reflete o estrangulamento de caixa e a severa rigidez orçamentária do Estado”, alerta.
O economista avalia ainda que o problema não está na arrecadação, que continua crescendo em termos nominais, mas na falta de fluxo de caixa para manter os pagamentos da saúde em dia.
Em resposta à Tribuna do Norte, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) afirmou que o percentual de aplicação de recursos em saúde apurado ao longo do semestre representa apenas um acompanhamento parcial da execução orçamentária e não indica, por si só, o cumprimento ou descumprimento do mínimo constitucional.
A secretaria citou como exemplo o ano de 2018, quando o Estado registrava um dos maiores percentuais de aplicação até o terceiro bimestre, mas encerrou o exercício com 10,58%, abaixo do mínimo constitucional.
A Sefaz acrescentou que, desde 2019, o RN tem cumprido a exigência constitucional de destinar pelo menos 12% das receitas próprias às ações e serviços públicos de saúde.
Recursos
Percentual aplicado em saúde no primeiro semestre
2016 10,93%
2017 11,09%
2018 12,90%*
2019 9,84%
2020 12,10%
2021 11,08%
2022 11,25%
2023 11,11%
2024 9,65%
2025 7,78%
2026 7,04%
*O número referente a 2018 não constava no relatório e foi calculado manualmente.
Amanda Miranda / Tribuna do Norte
Advogados acham que são senhores da verdade, principalmente os que estão diretamente envolvidos nessa causa, acham que o povo é alienado e que não sabe o que é certo e errado, puro engano, senhores advogados, o povo sabe quando há interesses em jogo e nesse jogo, há interesses de ambas as partes e o povo sabe quem é vítima e acusado.
A verdade é que estão tentando abafar o caso, porque tem gente grande envolvido.
Pelo teor da nota publicada pela MARCCO, é claro o desconhecimento por parte da referida entidade do seguinte fato:
a) A defesa dos investigados só teve acesso aos autos da investigação (parte dos autos) na sexta feira (21/08), o que já seria mais do que suficiente para demonstrar que o Nobre Desembargador plantonista agiu dentro da mais estrita legalidade ao conhecer do Habeas Corpus, mormente por se encontrar dentro das hipóteses do art. 2º, da Resolução 13/2006 do TJRN.
b) O expediente forense do TJRN nas sextas feiras é somente até às 14hs, fato que por sí só já atrairia a competência do plantão, sobretudo por tratar-se de liberdade, hipóteses contempladas na Resolução 13/2006.
O resto, como bem disse o amigo e advogado Felipe Cortez, é pura intenção de "desmoralizar o Judiciário".
É por essa e outras que duvidamos de algumas instituições sociais que se dizem voltadas para determinados fins específicos. Quem escreveu essa nota, com absoluta certeza, não conhece a legislação brasileira, nem tampouco o sistema jurídico brasileiro!
Essa MARCCO só pode está de brincadeira! Pelo pouco que conheço da nossa realidade tupiniquim – 15 anos de prática na advocacia –, o Des. Virgílio Macedo, se não o mais, é um dos mais respeitados juristas desse pobre estado do norte.
Sem sombra de dúvidas que escreveram essa nota apenas como forma de dar alguma resposta para a sociedade. Infelizmente, o tiro saiu pela culatra. O movimento parece não saber com quem estava lidando. Uma pena.
O MARCCO faz questão em desconhecer a lei e os fatos, procurando sempre uma postura midiática em suas manifestações, e para isso dispensa qualquer postura ética. A agressiva e leviana nota só me faz lembrar os princípios ditatoriais, estripando do acusado qualquer chance de defesa, antecipando sua condenação injusta. O MARCCO deveria se habilitar nos autos do processo, tomar conhecimento do mesmo, principalmente das escutas telefônicas e das contas q tiveram cheques-salários depositados, e cobrar de seus pares respostas para o constatado. Estou falando que pode vir muito "fogo amigo" pela frente, só esperar e aguardar… Falo com conhecimento de causa!!!
Essa nota, além de completamemte desnecessaria e intempestiva , revela o desrespeito pelo Estado democratico de direito e profundo desconhecimento sobre o institute da Prisao cautelar. Ao defender a Prisao cautelar da Dra Rita Das Merces faltou Ao Marcco/RN informal como ela, APos a busca e apreensao, afastamento do cargo, proibicao de comparecer a Alern e comunicar-se com testemunhas e supostos envolvidos, poderia ser disco à instrucao, continuar praticando os possiveis ilicitos sobre os quais lhe pesam a acusacao ou ser Perigosa a ordem publica. Penso que Esse movimento tem mostrar Seu rosto, Quem Sao, onde se reunem, quando deliberam e Quem financia sob Pena de ser um movimento ilegitimo e anonimo Cuja Ausencia de transparencia prejudica a sua suposta Bandeira "combate à corrupcao"
As notas, cujo corporativismo exala de cada sílaba, não responde a questões básicas.
Apresentar HC no plantão judiciário tem regras e essas regras foram obedecidas ou não? Em outras ocasiões, mas envolvendo pessoas de poucas posses e crimes que não o de corrupção, a jurisprudência do Tribunal aponta para decisões iguais a combatida pelo MARCCO?
Infelizmente as instituições estão se esforçando para mostrar a qualquer um que desvio de recursos públicos aqui no RN vale muito a pena. Basta ver a suspensão do mesmo processo bancado por ninguém menos que a Procuradoria do estado que foi assaltado.
É como a vítima pagar advogado para o assaltante. Uma pena, além de uma vergonha sem precedente.
Eu acredito no judiciário potiguar, e mais, em se tratando do professor Dr Virgilio, a certeza me ocorre de uma decisão JUSTA! Acredito que a impessoalidade deveria ser observada para evitar que vontades pessoais sejam externadas sem fundamento legal! Sem, contudo, esquecer! A palavra final é do Poder Judiciario!
O pagador de impostos não quer saber de papo furado de advogado.Sabe-se que houve uma enorme lambança na AL e está havendo uma operação abafa!
Bem fundamentadas as declarações dos Doutores. Grandes defensores de vários acusados de corrupção da Associação que eles tentam diminuir a importância.
Que nota absurda! Quem redigiu isso não sabe o que é advogar. Habeas Corpus não é pipoca de microondas que fica pronta em 3 minutos. A defesa precisa estudar o caso, redigir a peça, organizar um sem número de documentos, e isso não fica pronto em 24 horas! É justamente para isso que existe o plantão. Esse MARCCO precisa entender que o direito é para todos e não somente para o órgão acusador. Acusados têm direitos que devem ser reconhecidos, seja ou não contrários ao interesse público. E por isso e para isso que existe Justiça. Aliás, mais das vezes, quando se tem a oportunidade do contraditório, percebe-se que a versão do órgão acusador não é tão verdadeira quanto como foi noticiada e quando um órgão da Justiça corrige os erros e ajusta o trem nos trilhos, sofre esse tipo de crítica tirana, que não enxerga o direito a ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal. O Habeas Corpus deferido apenas ajustou aos que tiveram prisão preventiva decretada a igualdade de situação dos demais investigados, ou seja, o arbitramento de medidas cautelares diversas da prisão. A intenção da nota é desmoralizar o Judiciário Potiguar, por uma associação que acredita estar acima do bem e do mal e que é incapaz de enxergar que o direito tem dois lados.
Agressiva e desnecessária a nota do MARCCO, muito embora que bem intencionada. Todavia, a decisão do Desembargador Virgilio Macedo foi absolutamente correta do ponto de vista técnico jurídico e, o que é mais importante, necessário, pois evitará nulidades futuras. Aliás, em se tratando do Des. Virgilio, não se pode esperar atitude diferente, pois o mesmo é um homem sério e honrado, o que todo meio jurídico sabe disso.